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Renda de Filé de Jaguaribe é a quinta certificação de Indicação Geográfica conquistada pelo Ceará

A Indicação Geográfica é um reconhecimento da qualidade dos produtos e produções do Estado- Foto: Reprodução/Agência Sebrae

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) divulgou, na última terça-feira (12), na Revista Propriedade Industrial, o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) para o município de Jaguaribe como produtor de peças artesanais em Renda de Filé, ganhando a certificação na categoria Indicação de Procedência (IP). A premiação é a quinta conquistada pelo Ceará. Além das peças artesanais, já foi reconhecido o algodão agroecológico dos Inhaumus, as redes de Jaguaruana, o Camarão Costa Negra, da região de Acaraú, Cruz e Itarema e a Cachaça de Viçosa do Ceará.

Em todo o cenário nacional, existem 132 IGs reconhecidas pelo INPI, sendo 93 na categoria Indicação de Procedência e 39 no tipo Denominações de Origem.

O Sebrae CE contribui para a certificação da IG da Renda de Filé do Jaguaribe, do Algodão do Inhamuns e da Cachaça de Viçosa, visando ajudar os produtores locais. O reconhecimento ainda beneficia outros empreendimentos, como os produtores de Mel de Aroeira, dos Inhamuns, do Queijo Coalho, do Jaguaribe, da Fibra do Croá, de Pindoguaba, em Tianguá, do artesanato em cerâmica, de Alegria em Ipu, do Café, do Maciço de Baturité, da Renda de Bilro, do Aquiraz, e das Facas de Potengi.

“As pessoas começam a se interessar mais pelo território e pelo produto,para saber por que aquilo existe naquele local. Por isso o Sebrae/CE tem apostado em uma boa seleção de produtos para valorizar as comunidades, porque a Indicação Geográfica tem um impacto sociocultural muito importante”, destaca o analista da Unidade Competitividade dos Negócios e gestor de agronegócio do Sebrae/CE, Germano Parente Bluhm. 

RENDA FILÉ DE JAGUARIBE 

A documentação apresentada ao Inpi pela Associação Renda Filé de Jaguaribe indicou que o município cearense é reconhecido pela produção de peças artesanais exclusivamente feitas em renda filé, apresentando qualidade, beleza e durabilidade. Os modelos são resultantes do saber-fazer típicos dos artesãos que residem na região, destacando a técnica tradicional de produção transmitida de geração a geração. A tradição da renda é uma “marca” da cidade, comemorando o Dia da Renda Filé em 19 de março, por determinação de lei em 2022. Utilizada para aumentar a renda mensal, a prática também é comum entre famílias da região.

Os produtos ainda ganharam espaço em feiras no país, desfiles de moda e podem ser vistas em figurinos de novelas e filmes. 

As linhas usadas na confecção das peças são 100% de algodão ou contendo no máximo 15% de poliéster. Após a confecção da malha, é feita a marcação do bordado, preenchido com pontos e cores selecionados e elaborados pela experiência dos artesãos. Alguns pontos tradicionais são: Cerzido, Palhetão, Ponto 8, Corrente, Espinha de peixe, Rosa Pião e Fuxico.