O deputado estadual e presidente do PL no Ceará, Carmelo Neto, afirmou que “não faz sentido associar” o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao ataque que ocorreu em Brasília nesta quarta-feira (13). De acordo com o parlamentar, “a esquerda mais uma vez tenta politizar um fato grave, que deve ser repudiado por todos, para tentar incriminar inimigos”. O autor do ataque terrorista, Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiu França, foi candidato a vereador em Rio do Sul-SC pelo PL, partido de Bolsonaro.
“O próprio suicida defendeu a saída de Bolsonaro da vida pública, e quando foi candidato, o presidente ainda estava sem partido. Essa é mais uma das tantas narrativas que tentam emplacar contra Bolsonaro, que cairá por terra como todas as outras”, afirmou Carmelo.
Em mensagem nas redes sociais, Tiu França já tinha escrito mensagem em que fala à Polícia Federal que eles possuem “72 horas para desarmar a bomba que está na cada de ‘comunistas’”. Ele cita, neste caso, o jornalista William Bonner, o ex-presidente José Sarney (MDB), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Em uma outra mensagem, ele publica imagem de dentro de um edifício da Praça dos Três Poderes com a frase “deixaram a raposa entrar no galinheiro (chiqueiro)”.
PL REPUDIA OS ATOS
O Diretório Nacional do PL, nas redes sociais, divulgou mensagem repudiando os atos. “O Partido Liberal vem a público manifestar-se sobre o grave ato ocorrido na noite de ontem, dia 13 de novembro, quando o Sr. Francisco Wanderley Luiz provocou uma explosão em frente à Praça dos Três Poderes, em Brasília, e acabou falecendo em decorrência dessa ação”.
“Reiteramos que o PL repudia veementemente qualquer tipo de violência e reafirma seu compromisso com os valores democráticos. Reforçamos ainda que ataques a instituições públicas vão contra os princípios defendidos pelo partido”, afirmou.
A sigla destacou, ainda, que possui total confiança no trabalho da Justiça. “Esperamos que as investigações sejam conduzidas com rigor e agilidade, para que os fatos sejam esclarecidos com a máxima transparência”, finalizou. Em nenhum momento a legenda se referiu ao ex-candidato a vereador como um filiado da sigla.
