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Cronograma das obras da Transnordestina deve ser acelerado no Ceará após aporte financeiro

A ferrovia será utilizada para o escoamento da produção na região, tornando mais integrado e rápido o transporte de grãos, fertilizantes, cimento, combustíveis e minério -Foto: Helene Santos/ Casa Civil

O ministro da Casa Civil do Governo Federal, Rui Costa, anunciou, nesta quinta-feira (14), que a ferrovia Transnordestina receberá novo recurso, acelerando o cronograma de obras no Ceará. A ferrovia receberá o aporte de R$ 3,6 bilhões por meio do crédito do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FNDE). A afirmação foi realizada em Piquet Carneiro, no Sertão Central cearense, enquanto o ministro acompanhava o andamento das obras, com a presença do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), da vice-governadora, Jade Romero (MDB), do presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, além da senadora Augusta Brito (PT), dos diretores da Transnordestina Logística, Edison Coelho e Alex Augusto Sanches, entre outras autoridades.

A obra da Transnordestina busca transformar o Nordeste em polo exportador e conectar, através dos trilhos, o sertão e o mar, sendo fundamental para o escoamento da produção, além de tornar mais integrado e rápido o transporte de grãos, fertilizantes, cimento, combustíveis e minério. A partir dos investimentos federais, o empreendimento é prioridade do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). “Isso [recurso] está resolvido, agora é pedir celeridade à empresa para que ela contrate quanto antes todas as etapas. Presidente Lula e nós acreditamos que para um país continental como o Brasil se desenvolver plenamente precisa de capacidade logística e de infraestrutura moderna”, defendeu o ministro.

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Com 71% de obras concluídas na Fase 1, o recurso busca impulsionar a obra para que a entrega dessa primeira etapa ocorra até 2027. A expectativa é finalizar a Fase 2 até 2029. Na última semana, a Sudene havia autorizado o Banco do Nordeste a assinar o aditivo junto à Transnordestina Logística (TLSA), concessionária responsável pelo trecho que vai de Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará.

“Essa região será outra com a Transnordestina. Esse trem é como se passasse 240 carretas emendadas uma na outra. A ferrovia vai possibilitar, por exemplo, trazer insumo para toda a bacia leiteira. Também soja e milho mais baratos para os produtores de leite da região. As fábricas de calçados vão exportar a produção com um frete muito mais barato, com um trem de carga muito grande, que vai baratear os custos dessas empresas e que também nos permite atrair outras empresas para essa região, assim como para o Cariri e para o Centro-Sul”, destacou os impactos do empreendimento o governador Elmano de Freitas. 

Conforme o ministro, há expectativa para integrar, na fase 3, a Transnordestina à ferrovia Norte-Sul, que liga o Maranhão ao Porto de Santos, em São Paulo. Desde o seu início, a Transnordestina já movimentou mais de R$ 7,5 bilhões, sendo responsável pela geração de emprego e renda. 

TRANSNORDESTINA 

A Transnordestina tem no total 1.206 km de extensão em linha principal e 73 km em linhas secundárias. O empreendimento passa por 53 municípios em três estados nordestino (Ceará, Pernambuco e Piauí), partindo de Eliseu Martins (PI) em direção ao Porto do Pecém (CE), passando por Salgueiro (PE). No Ceará, a ferrovia terá um total de 608 km, contemplando 28 municípios cearenses, e funcionará com três terminais de carga. Com a ferrovia, será possível atender grandes produtores de grãos a partir do Piauí, mas também a bacia leiteira e pequenos e médios agricultores do Ceará, reduzindo o custo com transporte e aumentando a produtividade. Um dos terminais, com foco em grãos, ficará na região entre Iguatu e Quixadá.