O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) impulsionou os esforços para enfrentar a crescente demanda de desospitalização de idosos no município de Fortaleza. Na última quarta-feira (30), o MP recomendou que fossem criadas 75 vagas de acolhimento no Abrigo Olavo Bilac, administrado pelo Governo do Estado, para atender idosos que tiveram alta hospitalar e estão impossibilitados de voltarem às suas residências.
De acordo com dados divulgados pelo Ministério Público, somente em Fortaleza, 48 idosos ocupam leitos hospitalares por falta de alternativas de acolhimento, ocupando vagas ofertadas para pessoas que necessitam de atendimento médico e não recebendo os cuidados ideais que um abrigo proporcionaria, sobrecarregando o sistema de saúde e impedindo a alta dos pacientes.
Inicialmente, foi identificada a presença de 24 idosos sem condições de retorno ao convívio familiar, o que motivou uma requisição do MP à Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS) para providenciar o acolhimento adequado. Posteriormente, outras 24 pessoas foram incluídas na mesma condição, totalizando 48 idosos aguardando acolhimento. Então, o Ministério Público expediu nova requisição à SDHDS para a inclusão das novas demandas nos encaminhamentos de acolhimento.
Em uma recomendação à Secretaria de Proteção Social do Estado do Ceará (SPS), foi expedida uma recomendação para que abra 75 vagas de acolhimento na Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Estadual Olavo Bilac, buscando atender esse grupo de idosos que necessita um espaço acolhedor e seguro para recuperação da própria saúde e reintegração social. O OPINIÃO CE entrou em contato com o Governo do Estado e aguarda retorno.
