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Com cenário indefinido, eleições presidenciais nos EUA acontecem nesta terça-feira (5)

Kamala Harris assumiu a candidatura após a desistência de Joe Biden tentar a reeleição. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

As eleições para a presidência nos Estados Unidos acontecem nesta terça-feira (5). As últimas informações das agências de notícias norte-americanas dão conta que cerca de 80 milhões de eleitores já anteciparam os votos, seja presencialmente ou pelo correio. Os institutos de pesquisa apontam que a eleição será bastante acirrada entre Kamala Harris, atual vice-presidente, candidata democrata, e Donald Trump, ex-presidente que não conseguiu se reeleger em 2020, que postula retornar à Casa Branca pelo Partido Republicano.

O clima eleitoral nos Estados Unidos é considerado polarizado, mais com base nas pesquisas de intenção de voto, bem como no posicionamento extremado de Donald Trump, assumidamente racista, anti-imigrante e misógino.

No último final de semana, durante um comício realizado na Pensilvânia, o ex-presidente declarou que não deveria ter deixado a Casa Branca em 2020, quando foi derrotado nas urnas pelo democrata Joe Biden.

O ex-presidente Trump disse ainda que as apurações neste ano deverão ser finalizadas até o fim da noite desta terça, reforçando que se declarará vencedor antes mesmo do final da apuração, que deve acontecer somente no sábado. Em alguns estados, a apuração é manual e por isso a previsão é que todos os votos sejam contados até sábado.

Os advogados de Donald Trump já têm preparadas várias ações judiciais contestando os resultados das urnas, no caso de uma derrota.

A democrata Kamala Harris entrou na corrida presidencial no meio da campanha do atual presidente Joe Biden, que desistiu da reeleição por problemas de saúde. Na época, o republicano Donald Trump tinha larga vantagem nas pesquisas, mas a diferença diminuiu, quando Kamala foi oficializada como candidata democrata. Quase todos os levantamentos apontam empate entre os postulantes, dentro da margem de erro ou até mesmo empate real.

A candidata democrata tem a preferência do eleitorado feminino, dos negros, dos latinos e de outros imigrantes legalizados. O acirramento da disputa, fez aumentar a procura pelas casas de apostas nos Estados Unidos. Muitos apostadores nem votam, pois o voto não é obrigatório, entretanto resolveram arriscar as finanças apostando em quem passará os próximos quatro anos na Casa Branca.

PREFERÊNCIA DE LULA

Na sexta-feira (1º), ao conceder entrevista ao canal de TV francês TF1, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a vitória de Kamala Harris é mais segura para o fortalecimento da democracia. Ele acrescentou que o ódio e a mentira passaram a tomar conta do sistema político não apenas nos Estados Unidos, mas na Europa e na América Latina. “É o fascismo e o nazismo voltando a funcionar com outra cara”, salientou.

A democracia, para mim, é o espelho fiel de um sistema político que permite os contrários, permite os antagônicos, a disputa civilizada entre a humanidade na discussão de ideias. Então, eu acho que a Kamala Harris ganhando as eleições é muito mais seguro de a gente fortalecer a democracia nos Estados Unidos. É muito mais seguro. Nós vimos o que foi o presidente Trump no final do seu mandato, fazendo aquele ataque ao Capitólio. Uma coisa que era impensável de acontecer nos EUA, porque os EUA se apresentavam ao mundo como um modelo de democracia. E esse modelo ruiu”, comentou Lula.

ESTADOS-PÊNDULO

Historicamente, nas eleições norte-americanas, existem estados onde o resultado da disputa costuma ser mais previsível, com eleitores apoiadores de um ou outro partido, no entanto, há unidades federativas em que não há maioria absoluta nas intenções de votos. São os chamados estados-pêndulo, aonde qualquer partido pode sair vitorioso.

Devido à situação histórica, esses estados tornam-se alvo preferencial dos postulantes à Casa Branca, com grandes chances de definir o resultado final do pleito. Sete estados são considerados pêndulos ou pendulares. Tradicionalmente, Arizona, Carolina do Norte, Geórgia, Michigan, Nevada, Pensilvânia e Wisconsin são as unidades federativas que atraem a atenção dos candidatos.