Para garantir a segurança das transações e impedir fraudes, a partir desta sexta-feira (1º), o Pix terá regras mais rígidas. Transferências de mais de R$ 200 só poderão ser feitas de um telefone ou de um computador previamente cadastrados pelo cliente da instituição financeira, com limite diário de R$ 1 mil para dispositivos não cadastrados. O Banco Central esclarece que a exigência de cadastro valerá apenas para os celulares e computadores que nunca tenham sido usados para fazer Pix. Para os dispositivos atuais, não haverá mudanças.
As instituições financeiras também terão de melhorar as tecnologias de segurança, como soluções de gerenciamento de fraude capazes de identificar transações Pix atípicas ou incompatíveis com o perfil do cliente, com base nas informações de segurança armazenadas no Banco Central. As instituições terão, ainda, que informar os clientes, em canal eletrônico de amplo acesso, os cuidados necessários para evitar possíveis fraudes. Ainda conforme as novas regras, os bancos deverão verificar, pelo menos a cada seis meses, se os clientes possuem marcações de fraude nos sistemas do Banco Central.
Conforme o BC, as mudanças permitirão que as instituições financeiras tomem ações específicas em caso de transações suspeitas ou fora do perfil do cliente. Elas poderão aumentar o tempo para que os clientes suspeitos iniciem transações e bloquear cautelarmente Pix recebidos. Em caso de suspeita forte ou comprovação de fraude, as instituições poderão encerrar o relacionamento com o cliente.
FRAUDES
Conforme o BC, atualmente, são registrados sete casos de fraude a cada 100 mil transações realizadas via Pix, índice razoável em comparação a sistemas de pagamento instantâneo de outros países e até mesmo com operações de cartão de crédito. Entre as tentativas de fraudes usadas por fraudadores estão os golpes como do falso funcionário de banco, da clonagem do Whatsapp ou de aplicativos que criam falso recibo de pagamento via Pix.
“Pare, pense e desconfie. O cliente sempre deve suspeitar quando recebe uma mensagem de algum contato dizendo estar em alguma situação de emergência. Também alertamos que os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, tampouco funcionários de bancos ligam para clientes para fazer testes com o Pix, testes de transações, pagamentos ou estornos de lançamentos”, destaca Adriano Volpini, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN.
Volpini também ressalta que os sistemas e aplicativos dos bancos são seguros e contam com o uso de tecnologias avançadas de proteção, porém muitos usuários anotam senhas de acesso ao banco em blocos de notas, e-mails, mensagens de Whatsapp ou em outros locais do celular. Também há casos de clientes que usam a mesma senha de acesso do banco em outros aplicativos, sites de compras ou serviços na internet, apps que em grande parte dos casos, não contam com sistemas de segurança robustos e a proteção adequada das informações dos usuários.
Desde 2021, o BC já devolveu mais de R$ 1 bilhão a vítimas de fraudes e golpes ou falhas operacionais por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Em agosto deste ano, foram R$ 80 milhões foram devolvidos.
