Um suposto desvio de dinheiro de contratos de serviços de limpeza urbana em Morada Nova ocasionou a prisão do presidente da Autarquia Municipal de Meio Ambiente da cidade e de um empresário com atuação no Município. Conforme informações iniciais, as empresas investigadas teriam faturado mais de R$ 10,6 milhões em contratos firmados com o município de Morada Nova em apenas três anos, entre 2022 e 2024.
Ainda de acordo com as investigações, os empresários teriam superfaturado os valores previstos para a prestação dos serviços com anuência do presidente da Autarquia de Meio Ambiente de Morada Nova, com base em medições supostamente falsas. A ação criminosa teria gerado prejuízo aos cofres públicos e gerado enriquecimento ilícito aos empresários.
Após o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) deflagrar operação nesta quinta-feira (31), o Departamento Técnico (DTO) da Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu Rosineudo Gomes Martins Lima, presidente do Instituto do Meio Ambiente de Morada Nova (IMAMN) desde 2021, e um empresário. O OPINIÃO CE entrou em contato com o IMAMN. Até o momento, não obtivemos retorno.
O presidente da autarquia também foi afastado do seu cargo por seis meses. Também possíveis participantes do esquema criminoso, outros três empresários seguem sendo procurados. Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, peculato e falsidade ideológica.
Além da prisão, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão nas residências dos empresários e do gestor público nos municípios de Fortaleza, Tabuleiro do Norte e Morada Nova, e nas sedes das empresas investigadas, da Prefeitura de Morada Nova e da Autarquia do Meio Ambiente da cidade. Foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos que vão subsidiar as investigações do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), órgão do MPCE.
