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Hospital Geral de Fortaleza celebra 3 mil transplantes renais realizados na unidade

O Hospital Geral de Fortaleza (HGF) celebrou a marca de 3 mil transplantes renais realizados na unidade. O evento não apenas comemorou a conquista, mas destacou a importância da doação de órgãos, gesto que transforma e salva vidas. A solenidade comemorativa contou com a presença de representantes do Governo do Ceará, Sistema Estadual de Transplantes (Cetra) da Secretaria da Saúde (Sesa), do Hospital do Rim (HRim/ SP) e da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

PIONEIRISMO

O primeiro transplante renal realizado no HGF ocorreu em 1983, sob a liderança dos cirurgiões João Evangelista Bezerra Filho e Romero de Matos Esmeraldo. Desde então, o hospital tem se dedicado ao aprimoramento e à expansão desse serviço essencial, implementando novas técnicas e protocolos que garantem melhores resultados para os pacientes.

Ivelise Brasil, diretora-geral do HGF, expressou o orgulho da marca de 3 mil transplantes realizados.

“Essa comemoração simboliza o compromisso contínuo e trabalho de toda uma equipe multidisciplinar dedicada e atuante. O empenho de todos os envolvidos na jornada de cada paciente, reforça que, juntos, podemos fazer a diferença”, destacou a diretora.

José Osmar Medina, superintendente do HRim, destacou o HGF como uma das unidades que contribuem para os altos índices de transplantes no Brasil. “Temos orgulho de ser o país que mais realiza transplantes de rim no mundo. O HGF desempenha um papel fundamental nessa conquista”, afirmou o cirurgião.

DOAÇÃO SALVA VIDAS

Sulanilda da Silva, de 40 anos, está entre os 3 mil pacientes transplantados pelo HGF. Em 2010, percebeu uma dificuldade de urinar e inchaços pelo corpo. Ao procurar atendimento médico descobriu que ambos os rins estavam paralisados. Logo entrou na fila do transplante renal.

Saber que seu corpo não funciona mais como deveria é muito difícil, mas o transplante é uma esperança. A hemodiálise me fez parar de trabalhar, mudar minhas atividades normais e eu era muito jovem. Demorei a aceitar”, recorda Sulanilda da Silva.

Em 2015, após outras tentativas, foi encontrado um órgão compatível e a cirurgia foi realizada. “Só tenho a agradecer, não só por fazerem meu transplante, mas por todo suporte e acompanhamento que temos aqui. Hoje, só posso dar meu depoimento graças ao HGF”, disse a paciente.

 

A placa comemorativa foi descerrada durante a solenidade comemorativa. Foto: Luã Diógenes/ Ascom HGF 

Ronaldo Esmeraldo, chefe do Serviço de Transplantes do HGF, explica que os avanços no serviço têm sido reforçados a cada ano. “Antes achávamos que demoraríamos décadas para chegarmos em 50 cirurgias do tipo. Hoje, celebramos 3 mil. Isso é muito gratificante para toda comunidade”, afirma.

O chefe do serviço de Transplantes ainda destaca as metas futuras da equipe.

“Nosso ritmo de transplante só aumenta e dá excelentes perspectivas para os próximos anos. Isso só acontece devido ao envolvimento de todas as instituições, desde os governos Federal e Estadual, à direção do HGF. Quem sabe, celebremos antes do fim da década o número 4 mil”, concluiu Ronaldo Esmeraldo.