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Ceará recebe o G20 em evento sobre educação global; programação segue até sábado (2)

Ao longo do encontro, os representantes do Fórum Global puderam conhecer casos bem sucedidos na área da educação de vários cantos do mundo. Foto: Divulgação/ Thiago Gaspar

Em busca de novas alternativas para melhorar o aprendizado de crianças em todo o mundo, o G20 retorna a Fortaleza para o “Ceará: Centro Global da Educação”. O evento teve início na terça-feira (29), com a reunião técnica de abertura, no Centro de Eventos, e apresentou um dado preocupante: 7 em cada 10 crianças no mundo não conseguem ler uma frase básica aos 10 anos de idade

A programação, que segue até sábado (2), é liderada pelo Ministério da Educação (MEC) e conta com a terceira e última etapa do Grupo de Trabalho (GT) de Educação do G20 e da Reunião Global de Educação (GEM). O Governo do Ceará é parceiro nas duas ações. Essa é a quarta vez que o Estado recebe encontros de grupos temáticos e reuniões ministeriais do G20.

Ao longo do encontro, os representantes do Fórum Global puderam conhecer casos bem sucedidos na área da educação de vários cantos do mundo. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) trouxe também exemplos de boas práticas voltadas para o desenvolvimento de ambientes de aprendizado mais seguros e sustentáveis para as crianças, com base no tópico Engajamento Escola-Comunidade. 

“Precisamos urgentemente de soluções para lidar com essa crise de aprendizado. Ao analisarmos a variedade de soluções oferecidas, uma das quais está sendo discutida hoje pelo GT de Educação do G20, é como criar parcerias mais estreitas entre escolas e comunidades”, reiterou a diretora Global de Educação e Desenvolvimento de Adolescente do Unicef, Pia Rabello Brito.

Para Rabello, quanto mais o ambiente escolar se apresentar como seguro para as crianças, menor será a probabilidade de abandono. “Cerca de 270 milhões de crianças estão abandonando a escola. Não podemos nos dar ao luxo de perder mais crianças. (…) É muito importante que as crianças não se sintam marginalizadas ou deixadas de lado. Esses vínculos com a comunidade tornam as escolas mais inclusivas”, continuou a especialista.

Conforme a diretora, além do compartilhamento das experiências, o encontro na capital cearense serviu de espaço para o comprometimento político dos países com investimentos voltados para a área educacional. “O G20 tem um papel muito importante na conscientização sobre a questão (do investimento) e na construção de um compromisso político em alguns dos países mais poderosos do mundo para poder avançar na agenda do aprendizado e das crianças”, complementou Rabello.

O assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Francisco Souza, destaca que as discussões que acontecem dentro do GT de Educação do G20 são uma forma de levar para o debate econômico-financeiro global  a importância da educação.

“Existe um sub-financiamento da educação que é uma questão mundial. (…) O existir desse grupo é para ajudar a lembrar que a educação não quer ficar de fora dos debates sobre as finanças globais, porque a gente sabe que ainda é preciso achar recursos para a educação que ainda não existem em muitos países”, comentou o representante do MEC.