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Irmãos de Roberto Cláudio doam meio milhão de reais para campanha de André Fernandes

Carlos Lupi apoiou Roberto Cláudio, porém reprova a atitude do ex-prefeito de Fortaleza em apoiar André Fernandes (PL). Foto: Natinho Rodrigues/ Opinião CE

Suplente do senador Cid Gomes (PSB), o empresário cearense Prisco Bezerra (PDT) e o irmão, Gerardo Bezerra, doaram R$ 500 mil para o candidato da extrema-direita à Prefeitura de Fortaleza, o deputado federal, André Fernandes (PL), que disputa o segundo turno das Eleições Municipais com o presidente da Assembleia Legislativa (Alece), Evandro Leitão (PT). A informação é do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Prisco e Gerardo são irmãos do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. Cada um doou R$ 250 mil para a campanha de André Fernandes na segunda-feira (21). A doação acirra ainda mais o racha no PDT no Ceará. Apesar do presidente da legenda, ministro Carlos Lupi, ter declarado que apoia Evandro Leitão, o ex-prefeito Roberto Cláudio anunciou apoio isolado ao bolsonarista.

A declaração de apoio do ex-prefeito, ligado à ala do PDT comandada por Ciro Gomes, veio dias depois da definição de que André Fernandes enfrentaria Evandro Leitão no segundo turno da capital cearense.

Logo que o apoio de Roberto Cláudio a André Fernandes foi anunciado por Roberto Cláudio, o ministro Carlos Lupi foi cobrado por parlamentares históricos do PDT a se manifestar diante das articulações de uma ala do partido para apoiar um candidato ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira da semana passada (27), em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente nacional licenciado do PDT disse que a sigla não pode se posicionar de outra forma que não seja em apoio à candidatura de Evandro Leitão (PT) ao Executivo municipal. Na ocasião, Carlos Lupi ressaltou que o PDT não pode estar ao lado dos filhotes da ditadura, se referindo a André Fernandes. Filiados à sigla trabalhista, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e lideranças locais definiram apoio ao candidato bolsonarista.

Segundo Lupi, o PDT é o partido dos “excluídos, perseguidos, cassados, torturados e mortos” pela ditadura. “Infelizmente, no Ceará, temos uma realidade muito triste. Candidato apoiado por essa direita mais ultrapassada, mais raivosa, que representa, com a sua face, a face dos filhos da opressão, dos torturadores, filhotes da ditadura, como falava Leonel Brizola, se apresenta como candidato”, afirmou.