Menu

Camilo: Taxas do Lixo e de manutenção de praças são “grande motivo” de derrota de Izolda

Camilo Santana ao lado de Izolda Cela no MEC. Foto: Luis Fortes/MEC

O ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou que instrumentos como a Taxa do Lixo e a taxa de manutenção de praças foram os principais motivos para a derrota de Izolda Cela (PSB) em Sobral. Candidata da situação e aliada de primeira ordem de Camilo, a ex-governadora e ex-vice do ministro no Palácio da Abolição foi derrotada com 47,58% dos votos válidos, contra 52,42% do deputado estadual Oscar Rodrigues (União Brasil), de oposição à gestão de Ivo Gomes (PSB).

Durante a campanha, Izolda chegou a prometer, caso eleita, amenizar os desgastes da taxa do lixo e cobrar uma taxa fixa mensal de R$ 10. Segundo ela, à época, as pessoas que estão no Cadastro Único (CadÚnico), que representa mais da metade da população do município cearense, seriam isentas do pagamento.

Em entrevista ao podcast “As Cunhãs” publicado no último domingo (20), Camilo ressaltou que cada eleição tem suas especificidades locais. No caso de Sobral, o petista somou, aos anos governados pelo grupo político dos Ferreira Gomes, a “revolta da população” com as taxas. A cobrança foi instituída por Ivo neste ano, como frisa Santana. “Não tenho dúvida que o grande motivo foi esse, dessa revolta que gerou na população de Sobral”.

RETORNO AO MEC

Camilo disse ter sentido muito a derrota no Município. Izolda, sua então vice-governadora, era secretária executiva no Ministério da Educação (MEC) quando foi colocada como a candidata do grupo governista. Para concorrer ao pleito, ela se desincompatibilizou do cargo. O líder petista afirmou que, no dia seguinte à eleição, já ligou para Izolda para informar que “as portas do MEC estavam abertas”. Ele ressaltou, entretanto, que às vezes é preciso esperar a poeira baixar para que as decisões sejam tomadas. Camilo diz estar aguardando a definição de Izolda. “Vamos conversar”, finalizou, acrescentando que quem assumiu o posto no MEC, Leonardo Barchini, já foi secretário executivo adjunto na pasta.