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Decisão sobre horário de verão deve ser anunciada nesta terça-feira (15); entenda

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deve se reunir com sua equipe técnica em Brasília, nesta terça-feira (15), para decidir sobre a adoção do horário de verão no Brasil ainda neste ano. A medida foi extinta em 2019 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Devido à crise hídrica, o atual presidente, Lula (PT), decidiu retomar a antecipação do horário. Caso seja aderido, o horário de verão não deve impactar o segundo turno das eleições municipais 2024, que está marcada para o próximo dia 27 de outubro. Em sua participação no último painel II Fórum Internacional Esfera, em Roma, Silveira afirmou que, se houver risco energético, o horário de verão deverá ser adotado.

“Se não houver risco energético, aí é um custo-benefício que terei a tranquilidade, a serenidade e a coragem de decidir a favor do Brasil. Nem sempre quer dizer que vai economizar meio por cento, um por cento na conta de energia, porque qual será o impacto nos outros setores? Isso tem que ser um equilíbrio. Ainda bem que a política de diálogo voltou. Com essa política, a gente tem tranquilidade para, com muita profundidade, chegar a um momento em que a gente possa mostrar com clareza qual o melhor caminho a seguir”, destacou o ministro. 

O Ceará, geralmente, não adere ao horário de verão, porém, é necessário aguardar as orientações do Ministério de Minas e Energia para maiores esclarecimentos de quais estados seriam impactados.

Antecipando o encerramento das férias do ministro, que retornou ao trabalho nesta segunda-feira (14), a reunião foi marcada de imediato para permitir que os setores impactos se planejem, além de aproveitar o melhor período para o horário de verão. “Se tem algo que não se pode abrir em uma política pública com essa dimensão é a questão da previsibilidade. A importância maior do horário de verão e tem muita importância é entre 15 de outubro e 30 de novembro. Até 15 de dezembro tem uma importância vigorosa, não que ele não tenha depois, mas vai diminuindo a curva da importância dele”, disse.

CRISE HÍDRICA 

Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicam que as projeções para o período de outubro de 2024 a março de 2025 são incertos e estão abaixo da média em relação ao início do período úmido. Nesse contexto, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destaca a atual crise hídrica, que está relacionada com a questão energética no Brasil. 

“O Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais] apurou que, desde 1950, quando ele mede a questão pluviométrica no Brasil, vivemos a pior crise hídrica dos últimos 73 anos. Se nós não tivéssemos feito medidas preventivas, como diminuir a vazão de Jupiá e Porto Primavera, [medidas] corajosas que tomamos durante o ano, preservando 11% de água doce nos nossos reservatórios, teríamos problema energético no Brasil. Temos que nos equilibrar entre segurança e modicidade tarifária e temos que preparar também o planejamento para 2026”, disse Silveira. 

Criado como estratégia para economizar energia, o horário de verão busca estimular o menor gasto de energia elétrica, já que são aproveitados mais tempo de sol. A medida, que estava em vigor desde 1931 no Brasil, foi extinta pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em abril de 2019, que justificou que o comportamento dos brasileiros havia mudado, com novos horários de trabalho, o que faria com que a economia de energia não fosse tão expressiva com a antecipação de horário. Neste ano, o presidente Lula decidiu estudar o retorno do horário de verão devido à crise hídrica e à seca, sendo necessário a economia de energia.

Com informações da Agência Brasil.