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Casas populares viram foco do embate na primeira semana do 2º turno em Caucaia

A primeira semana do segundo turno das eleições em Caucaia, na Grande Fortaleza, foi marcado por troca de acusações entre o grupo da atual gestão e o candidato do PSD, Naumi Amorim. Advogado de Naumi foi uma das pessoas que assinou uma representação no Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) solicitando que 948 moradias populares que seriam entregues na cidade sejam suspensas.

O atual prefeito, Vitor Valim (PSB), que apoia Waldemir Catanho (PT), por outro lado, lamentou o ocorrido e disse que a ação prejudica as famílias beneficiadas.

“Não concordo, mas vou respeitar o Ministério Público e tranquilizar a todos vocês, pois no dia 28 [um dia após o segundo turno] volta o cadastro do programa, pois temos um prazo junto ao Governo Federal e a Caixa Econômica”, disse.

Diante das acusações, Vitor Valim divulgou um vídeo em suas redes sociais, garantindo “as mais de 900 casas para o cidadão caucaiense”.

MPCE

O documento do MPCE acusa o atual prefeito, Vitor Valim, de se utilizar do momento para abuso do poder político, uma vez que o processo de cadastramento para a distribuição dos lotes aos habitantes ocorreu na sexta-feira (4) anterior ao fim de semana das eleições, ocorrido no último domingo (6).

Conforme a representação, a Prefeitura de Caucaia, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Ambiental (Seplam), que fez o processo de cadastramento junto às pessoas que vão receber as moradias, está influenciando ilicitamente o eleitorado para o pleito. Valim não é candidato à reeleição, mas, no segundo turno, apoia a candidatura do ex-secretário da Articulação Política do Governo do Ceará, Catanho (PT).

“Essas ações, quando observadas no contexto do período eleitoral, podem configurar diversas violações à legislação eleitoral”, pontua o documento.

A REPRESENTAÇÃO

A representação, encaminhada à 37ª Zona Eleitoral de Caucaia, será analisada pela Justiça Eleitoral, que deve dar o seu encaminhamento sobre o assunto. Conforme o documento, a utilização da máquina pública durante o período eleitoral “fere a imparcialidade e a igualdade de condições no pleito eleitoral, princípios fundamentais para garantir a lisura do processo eleitoral”.

Em nota ao OPINIÃO CE, a assessoria de Naumi disse que a postura do atual “prefeito evidencia uma tentativa de desviar o foco do trabalho sério e legal que nossa campanha tem realizado, buscando prejudicar o favoritismo de Naumi em Caucaia, vencedor no primeiro turno”.