O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), afirmou, neste domingo (6), que sua importância foi “declinante” na campanha de reeleição do candidato José Sarto (PDT) à Prefeitura de Fortaleza. O pedetista deu a declaração ao votar no prédio da Secretaria de Saúde do Ceará (SESA), acompanhado do candidato do seu partido e do ex-prefeito da capital cearense, Roberto Cláudio (PDT). Na ocasião, Ciro ainda destacou a ascensão de novas lideranças no PDT, como o ex-gestor de Fortaleza e o deputado federal André Figueiredo, presidente nacional do partido.
“Veja, a minha importância é declinante. Eu tenho humildade para perceber que a minha palavra cada vez tem menos audiência no Ceará. Isso eu tenho que aceitar com humildade, mas a coesão do líder emergente das nossas forças, que é o Roberto Cláudio, o maior quadro nosso, que é o Sarto, o líder da maioria do congresso [André Figueiredo], que é o melhor deputado federal do Ceará na Câmara, mostra um partido que é firme e está forte”, afirmou Ciro.
Ciro e Sarto também acompanharam a votação de Roberto Cláudio (PDT). Apesar das pesquisas indicarem que Sarto, candidato do PDT, está como o terceiro predileto à vencer as eleições em Fortaleza – como mostrou a última pesquisa da Quaest, divulgada neste sábado (5) -, o ex-gestor de Fortaleza destacou a quantidade de eleitores indecisos na capital cearense, o que pode ser decisivo na reeleição de Sarto. Na pesquisa de intenções de votos, André Fernandes (PL) aparece com 33%, e Evandro Leitão (PT), com 31%, enquanto Sarto tem 19%, e Capitão Wagner (União) apresenta 15%. Os votos brancos/nulos são 23%, e os indecisos 2%. “Até ontem, o percentual de pessoas indecisas era muito alto. Quase um terço do eleitorado vai decidir hoje”, disse Roberto Cláudio.
Roberto Cláudio ainda defendeu o legado do prefeito Sarto, além de criticar a “falsa e artificial polarização” entre André Fernandes (PL) e Evandro Leitão (PT), que estaria antecipando um segundo turno.
“Havia uma tentativa artificializada do PT de querer antecipar um segundo turno com o PL, exatamente porque um considera o outro o mais fraco candidato para disputar no segundo turno. Não por acaso, ao longo da última semana, houve um claro e significativo crescimento da campanha do Sarto”, disse o ex-prefeito.
