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PF prende 4 pessoas por troca de exames médicos por votos em Juazeiro do Norte

Os suspeitos foram detidos e, logo após prestarem depoimento, foram liberados mediante pagamento de fiança. Foto: Policia Federal

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (3), quatro pessoas acusadas de envolvimento em um esquema de troca de exames médicos por votos nas eleições municipais deste ano em Juazeiro do Norte, no Cariri. A ação, feita em conjunto com a Polícia Militar do Estado do Ceará foi desencadeada após denúncias que levaram à identificação da prática ilegal. Conforme a PF, os suspeitos foram detidos e, logo após prestarem depoimento, foram liberados mediante pagamento de fiança.

“As investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e garantir a lisura do processo eleitoral”, destacou a Polícia Federal, em nota. “A Polícia Federal reafirma seu compromisso com a justiça e a transparência no processo democrático, e solicita à população que denuncie qualquer irregularidade relacionada às eleições”, finaliza.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do canal de comunicação ComunicaPF.

OUTRAS DENÚNCIAS

Já nesta sexta-feira (4), o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal deflagraram a Operação Mercato Clauso, que cumpriu nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Canindé, Fortaleza e Choró. Conforme o Ministério Público, foram apreendidos R$ 600 mil em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos. O objetivo da ação é garantir legalidade no processo eleitoral e impedir tentativas de influência de grupos criminosos nas eleições municipais de 2024.

A investigação no MPCE, em parceria com a Polícia Federal, recebeu denúncias de um suposto esquema de compra de votos, envolvendo um grupo criminoso organizado, composto por familiares e associados.

O grupo, de acordo com o Ministério Público, estaria oferecendo vantagens financeiras e materiais, com indícios da utilização de recursos ilegais de contratos fraudulentos com entes públicos, para o financiamento de campanhas eleitorais. A Polícia Federal apreendeu ainda R$ 600 mil reais em espécie com um indivíduo vinculado ao grupo, que supostamente seriam usados para a compra de votos.

Conforme depoimentos, apreensões e relatórios policiais, o grupo, além de tentar influenciar o processo eleitoral, também teria aproximação com outra quadrilha criminosa que deteria controle territorial de algumas áreas por meio de intimidação e coação de eleitores.
O Ministério Público destaca o trabalho das investigações para garantir evitar crimes envolvendo venda de votos.

“O Ministério Público, por meio da Promotoria da 33ª Zona Eleitoral, vem realizando um trabalho de fiscalização para que não haja desigualdade no pleito, assegurando a integridade do processo democrático e impedindo a ação de grupos que possam cometer abuso do poder econômico nas eleições municipais”, frisou o promotor eleitoral Jairo Pequeno Neto.