Com a chegada de outubro, o Ceará enfrenta o típico cenário de altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e poucas precipitações. Esses fatores têm impacto direto no volume dos reservatórios do Estado. Atualmente, o volume acumulado nos reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) está em torno de 49% da capacidade total. Até o final de junho deste ano, um mês após a finalização da quadra chuvosa, esse volume era de 56%.
Entre os reservatórios, o Açude Germinal, em Pacoti, no Maciço de Baturité, encontra-se sangrando. Além disso, 12 açudes estão com mais de 90% da capacidade. Por outro lado, no entanto, 25 estão em alerta, com volumes inferiores a 30%.
Apesar de a situação ser mais favorável em comparação a anos anteriores, o uso consciente da água continua sendo indispensável. O diretor de Operações da Cogerh, Tércio Tavares, reforça a importância do monitoramento constante e da economia de água em um estado de clima semiárido como o Ceará.
“O acompanhamento dos níveis dos reservatórios pela Cogerh é fundamental para garantir a segurança hídrica do estado. No Ceará, que tem características semiáridas, economizar água é essencial, especialmente em períodos de pouca chuva”, destaca Tércio Tavares
GESTÃO
As alocações negociadas de água dos reservatórios já foram definidas por meio das decisões dos comitês de Bacias e das comissões Gestoras. A Cogerh está operando os reservatórios conforme os acordos estabelecidos com os representantes da sociedade. Com base nos dados da Cogerh, os comitês são responsáveis por discutir e decidir a distribuição da água de forma a atender as necessidades dos diversos setores que dependem desse recurso.
