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Debates e embates

Depois da cadeirada de Datena em Marçal, foi a vez do soco de um assessor do empresário milionário em um marqueteiro do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Já ao final do debate promovido pelo Flow, o apresentador advertiu o candidato do PRTB e de acordo com as regras, expulsou o aspirante a prefeito do evento. Disso se seguiu tumulto, correria, gritaria.

Os debates são momentos em que o eleitorado espera ver propostas, ideias, novidades para a cidade na qual vive. Os eleitores, que diariamente enfrentam os mais variados problemas esperam dos candidatos propostas de mudanças de realidades que precisam ser mudadas. Chama a atenção a confusão que marca os encontros entre os que desejam chefiar o executivo da maior metrópole da América Latina. Tratamento por apelidos chulos, bate boca na chegada dos locais dos eventos, candidato saindo do púlpito e indo encarar outro frente a frente, cadeirada, gritos, acusações e agressão entre assessoria, tudo isso mancha e macula o histórico dos debates.

Os debates fazem parte do processo eleitoral. Muitas são as frases proferidas neles que ainda hoje são lembradas. As garfes e os excessos ganham a internet, tornando-se memes. Depois desses episódios de violência, alguma coisa vai mudar legalmente no formato deles?

Aqui em Fortaleza o nível desses eventos ainda permanece em humor e surpresas. No último debate, organizado pelo Otimista, o segundo bloco foi aberto sem a presença do senador Eduardo Girão, que só teve voz e vez no primeiro bloco. Por uma decisão da justiça (coisa talvez inédita e bastante rara), o candidato teve que se retirar, deixando de participar. Ele estará nos próximos? Por aqui, felizmente as agressões não são físicas. O embate permanece no campo das palavras, das falas. A cômica frase “chupa aqui pra ver se sai leite” certamente entrou para história dos debates fortalezenses.