A Operação Mata Atlântica em Pé foi iniciada nesta segunda-feira (16). Reunindo 17 estados no combate ao desmatamento do ecossistema, a ação tem a realização de vistoriais até 27 de setembro para a identificação de áreas desmatadas e infrações ambientais. No Ceará, ela é realiza pelo Ministério Público do Estado (MPCE), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caomace) e das Promotorias de Justiça, em parceria com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e com o Batalhão de Polícia Militar do Meio Ambiente.
“Essa é uma iniciativa de vanguarda do Poder Público em 17 Estados que, por meio de uma ação orquestrada, com o uso de inteligência e tecnologia, consegue coibir e punir o desmatamento ilegal da Mata Atlântica. Anualmente, a operação ganha novos reforços e alcançamos uma maior proteção desse ecossistema tão importante”, disse o promotor de justiça e coordenador do Meio Ambiente do MPMG, Carlos Eduardo Ferreira Pinto.
Além do Ceará, os estados participantes da Operação Mata Atlântica em Pé são Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Durante a operação, as equipes fiscalizam áreas identificada com possível ocorrência de degradação, ou realizam fiscalização remota. As localizações são mapeadas a partir da tecnologia, por meio do projeto MapBiomas, que permite a obtenção de imagens de satélite em alta resolução que indicam os locais com desmatamentos. Em seguida, os responsáveis pelos crimes ambientais são autuados, respondendo judicialmente e às sanções administrativas relacionadas aos registros das propriedades rurais.
Em 2023, a operação identificou 17.931 hectares de suspensão ilegal de vegetação nativa do bioma, enquanto em 2022, foram 11,9 mil. No total, foram alvos de fiscalização 1.399 polígonos, resultando na aplicação de aproximadamente R$ 82 milhões. Entre os estados fiscalizados, quatro acumulam 90% do desmatamento, com Piauí (6.192 ha), Minas Gerais (3.193 ha), Bahia (2.456 ha) e Mato Grosso do Sul (1.457 ha).
Conforme dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, foram registrados uma perda de 14.697 hectares da floresta nativa nessas regiões no período de 2022-2023, o que equivale a 14 mil campos de futebol. O número indica uma redução de 27% em relação aos anos de 2021-2022.
