O projeto Renda Gera Renda, iniciativa conjunta da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), do Ministério da Educação (MEC) e da Universidade Estadual do Ceará (Uece), chega ao Litoral Norte do Estado e contempla mais cinco municípios cearenses a partir desta segunda-feira (16/09). Nessa fase, a meta é capacitar 225 artesãs em bordado à mão (crochê) nos municípios de Acaraú, Jijoca de Jericoacoara, Cruz, Camocim e Barroquinha.
A proposta reúne designers e mestres artesãos para oferecer uma imersão no universo do design artesanal, visando ao fortalecimento e desenvolvimento do artesanato local. As aulas serão realizadas presencialmente de segunda a sexta, com carga horária de 4h por dia, durante oito semanas.
Ao longo do curso, que contará com carga horária total de 160 horas/aula e tem seu encerramento previsto para novembro, serão qualificadas rendeiras que já atuam nessa área, além de formar novas profissionais, a partir de disciplinas como marketing digital, prática de crochê, design, empreendedorismo e precificação.
Segundo a secretária executiva do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Alece, Luiza Martins, a capacitação tem como público-alvo mulheres que frequentam a Educação de Jovens e Adultos (EJA), as jovens consideradas “nem-nem” (que nem estudam nem trabalham) e as beneficiárias do Programa de Atenção Integral à Família (Paif) e do Programa de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos, de modo a criar oportunidade de formação profissional em artesanato para esses grupos.
“A capacitação é voltada para o público feminino, especialmente em situação de vulnerabilidade social, proporcionando não apenas capacitação técnica, mas também a inclusão social e econômica dessas mulheres. A ideia de realizar essa capacitação surgiu ao ouvir as demandas em todas as regiões do Estado por cursos de artesanias”, explica Luiza Martins.
Os municípios envolvidos no projeto Renda Gera Renda realizaram uma seleção prévia das alunas que vão participar da capacitação. Luiza Martins ressalta que um dos requisitos para a participação no curso é ter a escolaridade mínima do Ensino Fundamental incompleto. Aos municípios, cabe ainda o transporte das alunas, a disponibilização das salas de aula e a indicação de um coordenador local, que acompanhará todo o desenvolvimento do curso.
“A iniciativa, além de um curso de capacitação, é também, sem sombra de dúvidas, uma grande ação de combate à fome, diagnóstico territorial e inclusão das mulheres”, avalia Luiza Martins. Ao investir na formação e no aprimoramento das rendeiras, o Renda Gera Renda contribui para a continuidade e o fortalecimento desse patrimônio cultural, garantindo que a renda cearense continue a ser uma fonte de renda e orgulho para a região.
