As condições atuais de seca, queimadas e altas temperaturas em boa parte do País levou o Ministério da Saúde a reforçar orientações para a proteção dos brasileiros. Em áreas onde há dificuldade de acesso à água potável, por exemplo, existe o risco de desidratação. Já a fumaça das queimadas pode levar a quadros de doenças respiratórias. Conforme o Mapa de Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), consultado pelo OPINIÃO CE neste domingo (15), o Ceará soma 106 focos de incêndio nos primeiros 15 dias de setembro, mês que inicia o período mais seco no Estado.
Apesar de elevado, o número é bem inferior ao registrado em setembro completo de 2023 (636, que representa o maior número desde 2021 para o período). Considerando o ano completo de 2024, o Ceará tem 795 registros. A tendência é que esse dado aumente no segundo semestre, período que concentra mais de 90% das queimadas no Estado. O período mais seco é conhecido como B-R-O-Bró e se refere aos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. Além do “B-R-O bró”, o El Niño também é um fator que contribui para as altas temperaturas no Ceará.
INÍCIO DE SEMANA
Conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), para o início desta semana, a previsão segue indicando predominância de tempo estável, resultando em condições de sol, pouca nebulosidade e temperaturas elevadas, especialmente nas regiões localizadas no Centro-Sul e Noroeste do Estado.
Espera-se que as temperaturas máximas alcancem valores em torno de 37°C em alguns municípios do Cariri, Jaguaribana e do Sertão Central e Inhamuns. Nas demais regiões, as máximas devem variar entre 31°C e 36°C. Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), as máximas podem chegar a 32°C, enquanto as mínimas devem ficar em torno de 23°C. Em relação a umidade relativa mínima, os valores tendem a ficar entre 20% e 35%, em especial para os municípios localizados no Centro-Sul (Jaguaribana, Cariri e Sertão Central e Inhamuns).
A direção predominante do vento esperada é de Leste-Sudeste, com rajadas mais intensas na faixa litorânea e nas regiões de serra, com valores máximos que podem ficar entre 45 e 60 km/h.
ORIENTAÇÕES
As orientações para a população são: aumentar a ingestão de água e procurar locais frescos; evitar atividades físicas em áreas abertas; não ficar próximo dos focos de queimadas e procurar atendimento médico em caso de náuseas, vômitos, febres, falta de ar, tontura, confusão mental ou dores intensas de cabeça, no peito ou abdômen. No sábado (14), a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia também ampliou recomendações à população dado o aumento das concentrações de poluentes no ar.
A entidade explica que há aumento do risco de infecções respiratórias para os seguintes grupos: crianças de até 2 anos, idosos com 65 anos ou mais e pessoas com doenças metabólicas e cardiovasculares, e imunocomprometidas. Nesses casos, além da hidratação, é recomendável o uso de máscaras, se possível N95 ou PFF1, 2 ou 3, que são mais eficazes que as cirúrgicas; permanecer o maior tempo possível no interior das casas e com as janelas fechadas; além de evitar atividades físicas.
Pessoas sem comorbidades ou fora dos grupos considerados de risco devem evitar exercícios físicos ao ar livre e o tempo da atividade não deve exceder 30 minutos; os especialistas também recomendam uso de máscara em ambientes externos. Para melhorar o interior das residências, umidificar o ambiente com toalhas molhadas ou umidificadores e manter o local limpo. Sempre utilizar panos úmidos ou aspiradores para a limpeza e não vassouras. As informações são da Agência Brasil.
