O ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), candidato à Prefeitura de Fortaleza, cobra que a campanha e os próximos debates para a disputa eleitoral sejam realizados sem ataques. Segundo o postulante, para os últimos 23 dias até o primeiro turno das eleições, em 6 de outubro, ele manterá “a mesma pegada” que já vem usando desde que a disputa foi iniciada, “sem agredir os adversários”. Wagner pregou que os próximos três debates que restam sejam de proposições, para discutir os problemas da cidade. “Não preciso agredir o Sarto, vou agredir o problema”, afirmou, em entrevista ao OPINIÃO CE.
“Meu adversário é a fila do posto de saúde para marcar uma consulta. Meu adversário é a falta de medicamento no IJF [Instituto José Frota] que não permite, por exemplo, que os médicos realizem os procedimentos. Meu adversário é ver o hospital Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará, fechar as portas”, colocou.
Wagner participou de sabatina organizada pelo grupo OPINIÃO CE em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). A conversa completa fica disponível no canal do OPINIÃO CE no YouTube a partir desta sexta-feira (13).
Durante a sabatina, o postulante também cobrou dos candidatos mais propostas. “Por que não aproveitar a propaganda para falar das suas propostas?”, questionou. Um dos postulantes que adotou essa estratégia de atacar os seus adversários na campanha foi o deputado federal André Fernandes (PL), candidato também do campo da direita, assim como Wagner. “O André e outros candidatos que estão me atacando poderiam aproveitar esse espaço para mostrar que são melhores do que eu. Mas parece que não conseguem e preferem atacar a apresentar as suas capacidades e as suas condições de governar a cidade”, disse.
De acordo com o presidente do Diretório Estadual do União Brasil, sua formação – com experiências na Segurança Pública, Educação e Saúde – e o seu plano de governo mostram o seu preparo. Como explicou, o plano foi entregue ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) com 104 páginas, todas discutidas durante um ano e meio com a sua equipe. Dentre as propostas, ele destaque a ampliação do Passe Livre Estudantil de domingo a domingo – atualmente, funciona apenas nos dias de semana e no período letivo -, a garantia de um voucher para que mulheres que necessitam de vagas em creches para os seus filhos recebam um valor mensal, estipulado em R$ 300 reais, e a disponibilidade de creches noturnas.
O postulante afirma estar muito claro que a cidade está cansada de “um grupo que há 20 anos promete muito, ganha a eleição, mas pouco faz”. Segundo ele, a cidade merece a energia de um grupo novo, com expectativa de fazer diferente para ter um resultado diferente. Mesmo com uma certa desidratação – diminuição nas intenções de votos – nas últimas pesquisas em comparação com os levantamentos do início do ano, Wagner diz que o resultado traz “uma tranquilidade muito grande”.
PROPOSTAS DE DESTAQUE
Durante a entrevista, o ex-parlamentar destacou algumas de suas propostas para pastas como da Saúde e Segurança Pública, prezando também pela transversalidade entre os setores. “Eu vejo a iniciativa privada com muita vontade de requalificar a nossa cidade. Ali, na Sargento Hermínio, o RioMar Kennedy foi construído. Aquele terreno onde hoje funciona o RioMar eram vários terrenos de indústrias que fecharam as portas e estavam abandonados, onde as pessoas cometiam delitos. Vem o RioMar, vem uma construtora, a Moura Dubeux, e constrói oito blocos de apartamentos. Depois, vem a Prefeitura, reforma e requalifica o Parque Rachel de Queiroz”, exemplificou.
“Veja que a parceria entre o Poder Público e a iniciativa privada surtiu um espaço seguro, bem iluminado, onde as famílias têm tranquilidade de ocupar aquele espaço. Esse é o papel da Prefeitura, que deveria ser replicado em todos os pontos da cidade”, afirmou.
Segundo o postulante, a Prefeitura deve assumir um papel de protagonismo na pacificação das comunidades. “Esse papel não é o de guerrear, e sim de levar paz, de tranquilizar as pessoas, de melhorar a iluminação pública, melhorar a ocupação dos espaços públicos e de utilizar a inteligência policial para fazer um trabalho focado em trazer a paz”.
