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George Lima ressalta diferença aos demais candidatos: “Todos que estão aí dependem da política”

George Lima, em visita ao OPINIÃO CE nesta segunda-feira (9). Foto: Hellynara Fernandes

O ex-deputado estadual e candidato à Prefeitura de Fortaleza, George Lima (Solidariedade), destacou ser diferente dos demais postulantes ao Executivo municipal na capital cearense. Em sabatina ao OPINIÃO CE nesta segunda-feira (9), George pontuou que não depende da política em sua vida profissional, o que o diferencia dos demais nomes que estão em disputa na corrida eleitoral. “Todos que estão aí dependem da política”, disse. Presidente do Diretório Estadual do Solidariedade, ele afirmou que o primeiro desafio é “tirar a política de dentro da Prefeitura” para colocar a gestão. “Se eu for eleito, vou fazer diferente de todos que estão aí”.

Segundo o postulante, a cidade funciona como uma empresa, em que todos os seus moradores são os donos. Como destacou, o “prefeito muda”, mas as pessoas continuam. “O problema é que as pessoas ganham a Prefeitura e passam a cuidar dela como se fosse deles”, colocou. Na sequência, George afirmou que, ao ponto em que o prefeito é eleito, ele tem o costume de levar ao Executivo uma “política pequena que se forma no interior”. “Partido vermelho contra o azul ou amarelo contra vermelho e contra azul, como é aqui”, disse, fazendo referência ao PT (vermelho), PDT (amarelo) e União Brasil (azul)”.

Quero tirar isso dos políticos que estão aqui e falar a verdade para o povo. Qual a verdade? Que todos que estão aí são políticos, eles dependem e precisam da política”. 

Concorrendo pela primeira vez a uma eleição majoritária, ele criticou os outros candidatos. Do deputado federal André Fernandes (PL), ele disse que, quando o parlamentar assumiu cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília, ele botou o seu pai, o deputado estadual Pastor Alcides (PL), na Assembleia. “Vivem do dinheiro público”, criticou. “Hoje, ele disse em um debate que ia transformar Fortaleza em uma Dubai. Ele tá achando que em Fortaleza as pessoas não pensam. Contra isso que sou candidato, para dizer que ele está falando mentira, que o que ele promete, ele não cumpre”, acrescentou.

Sobre o prefeito José Sarto (PDT), candidato à reeleição na Capital, o candidato do Solidariedade disse que, de início, quando foi chamado para ser candidato em 2020, o pedetista não queria nem ser prefeito. “Foi chamado por um grupo para participar, e ainda teve a coragem de ficar três anos sem aparecer, em um cargo que todo político sonha”, disse. “O Sarto se escondeu. Apareceu agora com um marketing incrível de jovem. Não concordo”.

Também candidato, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) foi outro alvo de críticas do postulante. “Faz 12 a 14 anos que ele está na política, botou a esposa para ser deputada federal e ele está aí na ‘mamata’ da política. E com as mesmas propostas”. Não sobrou também para o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), o deputado estadual Evandro Leitão (PT). “É o candidato do partido do governador. E aí, vai ficar tudo numa mão só?”, questionou.

A relação com Evandro, aliás, poderia ser outra não fosse por dois motivos. Ainda durante a pré-campanha, o Solidariedade se posicionava como um possível aliado do arco de alianças que formaria a coligação da candidatura petista para Fortaleza. No entanto, como explicou George, a chapa de vereadores do Solidariedade, “de última hora”, decidiu migrar para o PP, por conta do tempo de televisão e da disponibilidade de recursos. “Era um partido mais forte para a base do Evandro. Então, o meu partido ficou isolado e eu fiquei só no partido sem nenhum candidato e não havia mais tempo para montar uma chapa”, contou o candidato. Na visão dele, o partido, entretanto, não poderia ficar sem disputar as eleições, o que seria “muito ruim”.

“Então, eu conversei com a [Executiva] Nacional [do partido] e eles acharam que era importante ter uma participação até para a majoritária. E vejo o meu nome diferente dos que estão aí”, completou.