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Fecomércio aponta endividamento estável e consumidor mais confiante para as compras

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio Ceará), por meio do seu Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), divulgou nesta terça-feira (10) os dados das pesquisas Perfil do Endividamento e Índice de Confiança do Consumidor (ICC), referente ao mês de setembro, em Fortaleza. Conforme as pesquisas, o endividamento permanece estável em 75%. O consumidor, por outro lado, está mais confiante para as compras no comércio com a chegada do B-R-O Bró, período iniciado no mês e que vai até dezembro.

Conforme os levantamentos, mesmo com a estabilidade no índice de endividamento dos consumidores da capital cearense – com 75,1% dos residentes da capital declarando estar endividados -, o ICC de Fortaleza registrou 120,7 pontos em setembro, representando um crescimento de 1,7% em relação ao mês anterior (118,7 pontos), pontuando um percentual de 36,8% na intenção de compra.

ENDIVIDAMENTO

O perfil do consumidor endividado é predominantemente masculino (75,3%), com idade entre 25 e 34 anos (80,1%) e renda mensal entre cinco e dez salários-mínimos (76,8%). Em relação ao mês anterior, em agosto, e ao mesmo período no ano passado (setembro de 2023), as pesquisas apresentaram uma redução no endividamento, mas leve, mantendo, assim, a estabilidade. Em agosto de 2024, o índice estava em 75,3%. Já em setembro de 2023, as pesquisas mostraram endividamento de 75,7%.

O índice de consumidores com contas em atraso também manteve certa estabilidade, passando de 21,1% em agosto para 21,3% em setembro. Apesar da ligeira alta, o número é inferior ao de setembro de 2023, quando 24,3% dos consumidores tinham contas em atraso. As principais causas para o não pagamento das dívidas são o desequilíbrio financeiro (62,6%) e o redirecionamento de recursos para outras necessidades (39,3%). O prazo médio de atraso das contas é de 77 dias.

Além disso, o comprometimento da renda familiar com dívidas aumentou, passando de 43,7% em agosto para 44,4% em setembro. O valor médio das dívidas é de R$ 1.791, com prazo médio de oito meses para quitação. O cartão de crédito permanece como o principal instrumento de crédito utilizado, com 81,2% dos entrevistados mencionando seu uso.

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR EM ALTA

O crescimento de 1,7% da confiança do consumidor em setembro reflete uma melhora na percepção sobre a situação econômica atual e nas expectativas futuras. O Índice de Situação Presente (ISP) teve uma alta de 3,0%, alcançando 112,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Futuras (IEF) subiu 1,0%, atingindo 126,5 pontos.

Com o início do período de B-R-O Bró, tradicionalmente marcado por temperaturas mais quentes e aumento no consumo, 53,6% dos entrevistados consideram o momento favorável para a compra de bens duráveis. O perfil desse consumidor otimista inclui, majoritariamente, homens (56,9%), jovens entre 18 e 24 anos (60,1%) e pessoas com renda superior a dez salários-mínimos (73,5%).

INTENÇÃO DE COMPRA EM QUEDA

Apesar da alta na confiança, o índice de intenção de compra sofreu uma queda de 5,6 pontos percentuais, passando de 42,4% em agosto para 36,8% em setembro. No entanto, as expectativas futuras permanecem positivas, com 86,7% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira melhorará nos próximos meses.

A pesquisa também identificou os itens mais procurados pelos consumidores, com destaque para artigos de vestuário (18,8%), televisores (18,4%) e geladeiras (17,1%). O valor médio das compras estimado foi de R$ 630,17.

Em resumo, setembro apresentou um cenário de estabilidade no endividamento e uma melhora significativa na confiança dos consumidores de Fortaleza, que se mostram otimistas quanto ao futuro, apesar das oscilações na intenção de compra.