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Instituto de Arquitetos do Brasil divulga carta aos candidatos à eleição deste ano

A pobreza extrema é uma das preocupações da direção nacional do IAB. Foto: Natinho Rodrigues

A direção nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), por meio da Comissão de Políticas Urbanas e Habitação Social, lançou uma carta aberta às candidatas e aos candidatos a gestoras, gestores, legisladoras e legisladores municipais para o pleito de outubro deste ano. A entidade busca, com essa atitude, implementar políticas públicas solidárias, generosas e inclusivas, que melhorem a vida dos cidadãos por meio do planejamento urbano e regional.

 “O período que antecede as eleições municipais renova os desejos de aprimorar nossas cidades. Esses desejos podem se tornar realidade caso haja vontade política e o compromisso público com instrumentos jurídico-legais em vigor e aptos para promover cidades seguras, geridas democraticamente e com igualdade de oportunidades para todos os cidadãos”, diz um trecho da carta aberta.

No documento, os diretores do IAB destacam que as cidades pertencem aos cidadãos. Acrescenta que os interesses econômicos privados não podem prevalecer sobre o bem maior da comunidade. “Infelizmente, tais interesses conseguem se disseminar nas estruturas de decisão. A triste consequência é que a maioria das cidades do País carece de urbanidade. Isso atrasa o nosso processo civilizatório e impõe o desafio histórico de superar as desigualdades que resultam em conflitos sociais e urbanos. Esse é, sem dúvida, o supremo compromisso que as eleitoras e eleitores esperam e desejam daqueles que foram e que venham a ser eleitos”, alertam os arquitetos brasileiros.

PREOCUPAÇÃO COM O CLIMA

A falta de cuidado com o meio ambiente por parte de gestores e legisladores é outra preocupação dos membros do IAB. Na carta aberta, a direção da entidade pontua que desde as últimas eleições municipais, as cidades brasileiras convivem com os impactos causados por flagelos climáticos cada vez mais vertiginosos e constantes.

“Basta-nos lembrar a seca em Manaus, e das enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul, no Sul da Bahia ou na região serrana do Rio de Janeiro, cujos impactos mataram pessoas, destruíram patrimônios públicos e privados e abalaram estruturas urbanas. Esses exemplos eloquentes nos permitem afirmar que outros eventos geo-hidrológicos virão, só não se sabe quando e em que intensidade“, reforça o IAB.

Os diretores nacionais do IAB destacaram oito pontos que precisam ser considerados por quem lançou candidatura a prefeita, prefeito, vereadora e vereador. A direção da entidade ressalta que gestores e legisladores precisam promover resiliência urbana, atuar no planejamento do território, em áreas vulneráveis, em programas públicos de habitação social, nas áreas e edificações subutilizadas e/ou deterioradas, em mobilidade urbana, no patrimônio construído, urbanístico e paisagístico; e na infraestrutura e serviços públicos.