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Kamila Cardoso fala sobre inclusão para PCDs e pessoas com autismo

Kamila Cardoso, candidata à vereadora em Fortaleza. Foto: Hellynara Fernandes

Kamila Cardoso (União Brasil), candidata a vereadora em Fortaleza, tem como principal pauta as políticas de inclusão de Pessoas com Deficiência (PCD) e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em entrevista ao OPINIÃO CE, Cardoso destacou que o tema deve ser inerente a todos os espectros políticos e “algo que não deve ficar de fora da política”. Mesmo aliada ao candidato a prefeito Capitão Wagner (União Brasil) – de quem já foi candidata a vice na chapa em 2020 -, a postulante à vaga na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) destaca que, se eleita, conversaria com o gestor escolhido pela população para cobrar que a pauta seja uma política ativa na gestão

“São essas dores que vivo todos os dias. Eu posso, lá na frente, com o prefeito, quem quer que seja, dizer ‘você vai trabalhar isso aqui, porque, se não, vai colapsar’”, disse. 

Como ressaltou a candidata, poucos candidatos falavam sobre inclusão e acessibilidade a pessoas com deficiência até 2020, último pleito municipal. Atualmente, no entanto, o cenário mudou. “Se você abrir a televisão e ver as propagandas, 85% estão falando sobre isso”. Ela ressalta, entretanto, que alguns desses candidatos não são inerentes à causa, e, portanto, cometem erros. “Quando eu vejo alguém falando ‘portadores de necessidades especiais’ eu já digo, ‘esse não é da causa’”.

Ainda assim, Kamila diz ser difícil não considerar essas falas, já que, mesmo utilizando um termo não utilizado atualmente, a pessoa está, de alguma forma, levando a bandeira. “Então, eu, como ativista, prefiro chegar no privado e dizer ‘olha, não falam mais portadores, a gente fala pessoa com deficiência’”, pontuou. Ainda segundo ela, sua fala deve trazer um aprofundamento, já que se trata da causa que defende. A postulante a uma vaga no Legislativo municipal possui um filho com deficiência.

Conforme a candidata, ela teve “participação completa” no plano de governo de Capitão Wagner. Em 2020, quando foi candidata a vice, Kamila já havia iniciado o trabalho de levar a pauta para o postulante, à época, deputado federal. “Eu exijo a todo instante que ele tem que trazer essa pauta, que ele faça as correções e que ele inclua no plano de governo”.

SENSO MUNICIPAL E AUTISMO

Sobre as políticas voltadas às pessoas com TEA e PCD, Kamila destaca ser importante que sejam disponibilizados dados que quantifiquem a população autista e a população deficiente na capital cearense. “Precisamos ter um senso municipal. Eu preciso saber quantos autistas têm em Fortaleza, quantas pessoas com deficiência visual têm em Fortaleza e quantas pessoas com deficiência auditiva têm em Fortaleza”, exemplificou.

“É muito difícil para a gestão pública chegar e dizer: ‘precisamos de cinquenta intérpretes de Libras’, por quê? Quantos deficientes auditivos temos para ter nas escolas esses intérpretes?”, disse.

Sobre as políticas voltadas aos autistas, ela afirma que a tendência é de que, daqui a cinco anos, cada núcleo familiar tenha pelo menos um autista. “Não dá mais para deixar de falar sobre isso”. Isso faz com que ela ache difícil criticar aqueles candidatos a cargos eletivos que estão “surfando na onda”. A candidata prevê, inclusive, que o candidato à Prefeitura que não falar sobre o autismo arrisca ficar de fora da disputa.