O Ministério Público Eleitoral do Ceará deverá pedir a cassação do candidato a vereador Eliomar Cardoso (PT) por Iguatu, no Centro-Sul do Estado, indiciado pela Polícia Federal por falsa comunicação de crime ao informar um falso sequestro neste fim de semana. O Ministério Público deverá requisitar os documentos da investigação junto à Polícia Federal.
“O MPE irá requisitar os documentos da investigação à Polícia Federal para análise de ajuizamento de Ação de Investigação Judicial Eleitoral com o objetivo de cassação do Registro de Candidatura com base na Resolução 23.735/2024 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, informou o órgão em nota ao jornal CNN.
A investigação da Polícia Federal concluiu que o candidato encenou um suposto sequestro. Eliomar Cardoso alegou ter sido vítima de sequestro, com direito a imagens que mostram ele amarrado nas mãos e nos pés com arame farpado. O caso foi registrado na última sexta-feira (30) e repercutiu ao longo do último fim de semana na mídia local e nacional. Após abertura do inquérito, as autoridades confirmaram que o petista simulou o próprio sequestro e foi indiciado por falsa comunicação de crime.
O CASO
O caso teve início quando o candidato reportou o suposto crime às autoridades locais, alegando que havia sido sequestrado por uma organização criminosa. Desde o início das investigações, a Polícia Federal disse, no entanto, que identificou inconsistências no relato. O candidato a vereador, que colaborou com as investigações, confessou posteriormente aos agentes da PF ter forjado o crime.
A comunicação falsa de crime é um crime previsto no artigo 340 do Código Penal. Consiste em denunciar falsamente um crime, gerando a atuação da polícia para investigar o falso crime. A pena para quem comete esse delito é de até 6 meses de detenção, que pode ser convertida em multa ou prestação de serviço comunitário. As informações são da CNN.
