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Após vandalismo a adutora, Governo diz “não ter perigo de desabastecimento” em Pedra Branca

Após um atentado a uma adutora no município de Pedra Branca na madrugada da última terça-feira (17) adiar a entrega do equipamento que auxiliaria no abastecimento hídrico, a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) garantiu que “não tem perigo de desabastecimento” na cidade. Conforme a pasta, o Açude Trapiá 2, a cerca de 7,6 km da sede do Município, tem capacidade para operar até julho de 2025. Até lá, a adutora que sofreu os danos já deve ser entregue, já que a previsão dos reparos é que ocorra ainda neste ano.

De acordo com dados das 11h30 desta quarta-feira (28) da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o Trapiá é um dos 24 açudes do Estado que estão com volume total do abastecimento abaixo dos 30%. O reservatório, com capacidade total de 18 hm³ (18 bilhões de litros), está com 20,72% do volume, cerca de 3,7 hm³, ou 3,7 bilhões de litros. Ainda assim, a pasta dos Recursos Hídricos garante a não descontinuidade do abastecimento.

“Não tem perigo de desabastecimento na cidade. A adutora seria um desafogo imediato ao Açude, mas até lá, ainda teremos a quadra chuvosa de 2025 e a obra estará novamente pronta para o uso”, garantiu a SRH, ao OPINIÃO CE.

Segundo a Secretaria, a SRH e a Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra) estão avaliando com a Prefeitura e com a empresa responsável pela obra a previsão de reparos nos danos e entrega do equipamento já em funcionamento. O novo prazo, conforme a pasta, será anunciado “em breve”. 

O ATENTADO

O atentado ao equipamento cancelou a agenda com o governador Elmano de Freitas (PT), que aconteceria na manhã desta quarta para a inauguração da adutora da Cachoeira dos Germanos. Os detalhes foram divulgados pelo prefeito Matheus Gois (PSD), que disse que o Município vive dias “atípicos” e lamentou o vandalismo no que considera a “maior obra hídrica do Estado do Ceará”.

“Iríamos fazer uma live diretamente da Cachoeira dos Germanos e tudo isso foi cancelado”, disse o gestor, em publicação nas redes sociais. “O governador me ligou e disse que vai mandar investigar essa situação. Aqui em Pedra Branca, estamos vivendo dias atípicos, com muitas ameaças, com gente ligando de telefones estranhos. Onde estamos andando, pessoas estranhas, de longe, ficam olhando para gente. Mas não vamos nos calar. Esse crime será descoberto e as pessoas pagarão pelo que fizeram”.

Como já havia informado a SRH, o caso veio ao conhecimento quando técnicos da Sohidra foram “surpreendidos” com os danos à adutora. “A ação resultou em danos severos no Reservatório Especial do Dispositivo de Quebra de Pressão da Adutora, o que impossibilita o funcionamento correto do equipamento”, disse, em nota. “Foram registrados também danos na estrutura de concreto, manta de impermeabilização interna, tubulação e registros, além da demolição de cercas, mureta e estacas de concreto da urbanização”.

Conforme a pasta estadual, o dispositivo danificado é responsável por reduzir a pressão dos tubos da adutora, garantindo que a água captada no Açude Cachoeira seja injetada na rede de distribuição de água da cidade de Pedra Branca. Com a impossibilidade de funcionamento do dispositivo, a água não conseguirá chegar do reservatório até a sede municipal.

A obra foi realizada para atender à “crescente demanda por abastecimento de água” que atinge a sede do Município devido ao baixo volume armazenado do açude Trapiá 2. Por fim, a Secretaria de Recursos Hídricos informou que a Polícia Civil já iniciou as investigações pelo crime de dano ao patrimônio público. A Delegacia Municipal de Pedra Branca ficou responsável pelas investigações. Equipes da Polícia Militar também foram acionadas para realizarem diligências pela área com o intuito de identificar e capturar os suspeitos de envolvimento com o caso.