Na tarde de segunda-feira (19), a Câmara das Energias, vinculadada à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-CE), discutiu a proposta de criação de um corredor verde ligando Fortaleza a Jijoca de Jericoacoara, no Litoral Oeste, com eletropostos para o abastecimento de carros elétricos. Na ocasião, durante reunião na sede da Fecomércio, também foi discutido o potencial na transição energética do hidrogênio branco, além de seu papel na descarbonização dos combustíveis.
Na reunião, o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos), Vicente Ferreira, apresentou a proposta de criação do corredor ligando Fortaleza a Jijoca de Jearicoacoara com eletropostos. O objetivo é viabilizar a carga de carros elétricos, distribuindo 10 postos por cidades da Região Norte do Estado.
“Os próprios postos de gasolina ficariam responsáveis por essa demanda, com carregadores duplos de 40 a 60 quilowatts [KW], integrando 20 praias e toda a Região Norte do Estado”, afirmou Vicente Ferreira.
HIDROGÊNIO BRANCO
Durante o encontro, o engenheiro de Petróleo e Energias, Ricardo Pinheiro, esclareceu sobre os diferentes tipos de hidrogênio e as respectivas origens, que determinam a classificação por cores. Em particular, o hidrogênio branco foi destacado pela origem natural, sem a necessidade de gasto adicional de energia para a produção.
“O hidrogênio branco, também conhecido como natural, é gerado naturalmente na crosta terrestre e pode ser encontrado em poços. Ou seja, ele não precisa passar por nenhum outro processo para ser gerado, como acontece com o hidrogênio verde”, destacou Ricardo Pinheiro.
Apesar da economia, a captação e distribuição desse hidrogênio ainda está sendo estudada. De acordo com o especialista, primeiro é preciso encontrar poços que armazenem hidrogênio para depois captá-los e armazená-los.
“Antes de tudo, temos que descobrir que a fonte existe. E aqui [no Ceará] já tem indícios. Depois, é preciso saber se a quantidade de hidrogênio disponível é comercialmente viável para que ela se torne realmente um energético econômico aplicável à sociedade”, frisou o engenheiro.
Também acompanharam a reunião Antônio José Costa, presidente da Câmara de Energias; Cid Alves, vice-presidente da Fecomércio-CE; Manuel Novais, presidente do Sindipostos; Vicente Ferreira, vice-presidente do Sindipostos; Tarcísio Costa, responsável pela regulação na Enel-CE, além de diversos empresários.
