O Governo do Ceará assinou o contrato do programa Sertão Vivo, no valor de R$ 250 milhões, para financiamento de projetos voltados para o desenvolvimento de práticas de convivência com o semiárido. O documento foi assinado pelo governador Elmano de Freitas (PT) junto à diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com isso, o Ceará se torna o primeiro estado nordestino e aprovar e assinar o projeto junto ao banco. O projeto vai beneficiar mais de 63 mil famílias e a produção rural em 72 municípios com alta vulnerabilidade social, climática, hídrica ou alimentar.
“Essa é uma importante conquista para agricultores e agricultoras familiares cearenses. Cerca de 250 mil pessoas serão beneficiadas com a implantação de Sistemas Produtivos Resilientes ao Clima, além de iniciativas voltadas para ampliação do acesso à água para a produção rural em municípios com alta vulnerabilidade social, climática, hídrica ou alimentar. Agradeço ao presidente Lula e à diretoria do BNDES pela parceria!”, disse Elmano e publicação nas redes sociais.
Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, destacou a importância do que classificou como “ação inusitada” e que vai servir como “referência para o mundo”. “O projeto vai ser referência também para o mundo, gerando resiliência climática, aumentando a produção de alimentos e enfrentando a pobreza e a crise climática”, disse.
PROGRAMA
Em maio, Elmano anunciou o lançamento do programa Sertão Vivo no Ceará,durante cerimônia no Palácio da Abolição que contou com a presença de secretários, deputados e representantes de instituições que participaram do investimento. O Sertão Vivo é organizado em três componentes: financiamento de sistemas produtivos resilientes ao clima (CRPS); financiamento de acesso à água para produção; e gestão do conhecimento e ampliação de escala. Lançada em outubro do ano passado pelo Governo Federal, a política tem o objetivo de reduzir a mudança climática, fortalecer a agricultura familiar, aumentar a produtividade e combater a fome no Nordeste.
O investimento total, somando os valores para todos os estados participantes, será de R$ 1,75 bilhão, com os maiores beneficiados sendo a Bahia e Pernambuco, com R$ 299 milhões, cada.
