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Personalidades da política cearense lamentam morte de Silvio Santos

Foto: Reprodução

O empresário e apresentador Silvio Santos morreu na madrugada deste sábado (17), aos 93 anos. Ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, desde o início de agosto. A informação foi confirmada pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), emissora da qual ele era proprietário. Senor Abravanel – seu nome de batismo – morreu às 4h50, em decorrência de uma broncopneumonia após uma infecção por Influenza (H1N1).

Em suas redes sociais, personalidades da política cearense lamentaram a morte do apresentador. O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), afirmou que o Brasil se despediu do “maior comunicador da história” do país. “Silvio Santos fundou o SBT e proporcionou alegria às famílias por mais de seis décadas no ar. Meu sincero abraço a todos os familiares, amigos e fãs desse ícone da TV brasileira”, escreveu.

Quem também comentou sobre o óbito foi o senador Eduardo Girão (Novo). Espírita, o parlamentar e candidato à Prefeitura de Fortaleza afirmou que o empresário partiu para o plano espiritual. “Eu cresci assistindo e admirando esse grande apresentador, talvez o maior comunicador que o País já teve”, completou, lembrando que o Brasil acordou com “uma notícia impactante”.

Outro candidato ao Executivo Municipal que falou sobre a morte de Silvio Santos foi o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Evandro Leitão (PT). “Lamento profundamente a perda de um dos maiores comunicadores do Brasil, o inigualável Silvio Santos. Seu legado, construído com alegria e muito trabalho, permanecerá forte na vida dos milhões de brasileiros que, assim como eu, cresceram recebendo Silvio em casa todos os domingos”, disse.

O ex-governador do Ceará e ministro da Educação, Camilo Santana (PT), escreveu que Silvio é “uma lenda” da televisão, e que sua morte é sentida por todo o Brasil. “Ele foi uma companhia valiosa para tantos brasileiros, em anos de programas televisivos, e faz parte da história da nossa gente. Deixo meu abraço à família, amigos e aos seus companheiros de trabalho no SBT. O país agradece seu legado”, completou.

SEM VELÓRIO

A família do apresentador lamentou a morte em uma publicação nas redes sociais. “Hoje o céu está alegre com a chegada do nosso amado Silvio Santos. Ele viveu 93 anos para levar felicidade e amor a todos os brasileiros. A família é muito grata ao Brasil pelos mais de 65 anos de convivência com muita alegria”, afirmou.

A pedido da família, aliás, não será realizado velório. Em comunicado, os familiares disseram que o corpo do apresentador será levado diretamente para o cemitério, onde será feita uma cerimônia judaica. Senor Abravanel – seu nome de batismo – era filho de imigrantes judeus. “Ele pediu para que, assim que ele partisse, que o levássemos direto para o cemitério e fizéssemos uma cerimônia judaica. Ele pediu para que não explorássemos a sua passagem”.

“Ele gostava de ser celebrado em vida e gostaria de ser lembrado com a alegria que viveu. Ele nos pediu para que respeitássemos o desejo dele. E assim vamos fazer”, completou o comunicado. 

TRAJETÓRIA

Conhecido como o homem do Baú da Felicidade, Silvio Santos nasceu na Lapa, no Rio de Janeiro, em 1930. Ele era filho de imigrantes judeus e tinha cinco irmãos. Dono de uma voz e risada marcantes, a história dele se confunde, desde os anos 60, com a da própria televisão no Brasil. Aos 14 anos, começou a trabalhar como camelô, no centro do Rio. Pego por um fiscal da prefeitura, que enxergou talento no vendedor, Abravanel foi levado pela primeira vez para fazer teste numa rádio. Começava aí a carreira do comunicador.

O empresário iniciou sua carreira nos veículos de comunicação como locutor na Rádio Nacional de São Paulo na década de 1950, na mesma época em que assumiu a empresa Baú da Felicidade, do amigo Manuel de Nóbrega. Na década seguinte, passou a apresentar programas televisivos na antiga TV Paulista, que foi adquirida posteriormente pela TV Globo. Seus primeiros passos na televisão foram no programa “Vamos brincar de forca”.

Na década de 1960 tem início o programa com seu nome na TV Globo, o Programa Silvio Santos, que inicialmente era exibido apenas para a praça de São Paulo. A atração só passaria a ser transmitida em rede nacional em 1969. O programa tinha oito horas de duração e tornou o apresentador uma das estrelas da TV brasileira.

Em 1975, uniu de vez as carreiras de apresentador e de empresário. O então presidente da República Ernesto Geisel assinou a outorga de um canal de TV no Rio de Janeiro, embrião para a fundação, em 1981, do SBT. No SBT, apresentou programas que fizeram história na televisão brasileira, como Show de Calouros, Porta da Esperança e Topa Tudo por Dinheiro. Silvio passava várias horas no ar todos os domingos, recebendo pessoas comuns que participavam de gincanas variadas, geralmente em troca de pagamento em dinheiro.

Mesmo a plateia poderia sair com um dinheiro a mais no bolso. Bastava pegar um dos inúmeros aviõezinhos feitos com cédulas e jogados pelo apresentador, uma das suas marcas registradas ao longo de décadas.

Com informações de Agência Brasil.