O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram nesta quarta-feira (14) o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2023. No primeiro ciclo do Ideb, entre 2007 e 2021, foram estabelecidas metas para os estados. No Ceará, os índices do ensino fundamental cumpriram com o objetivo. No entanto, no ensino médio, o Estado esteve abaixo do esperado. O índice do Ideb é calculado a cada dois anos para os anos iniciais e finais dos ensinos fundamental e médio, nas redes de ensino pública e privada.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, o Ceará teve uma pontuação de 6,6. O número representa um avanço de 1,2 ponto a mais do que a meta, de 5,4. Nos anos finais (6º ao 9º) do ensino fundamental, o Ceará também atingiu a meta, com 5,5 pontos. No ensino médio, entretanto, os 4,3 pontos do Ceará não foram o suficientes para que o Estado atingisse a meta estabelecida pelo Ideb, de 5,2 pontos.
O Ceará conseguiu atingir a média nacional nos três índices: nos anos iniciais e finais do fundamental, com médias de 6,6 e 5,5, respectivamente, o Estado esteve à frente; e no ensino médio, a nota da educação cearense ficou empatada à média, de 4,3. No ensino fundamental, entre os 26 estados e o Distrito Federal (DF), o Ceará terminou na segunda posição nos anos iniciais – perdendo apenas para o Paraná – e em primeiro nos anos finais – empatado com o estado do Sul e Goiás. Já no ensino médio, o Estado apareceu em nono, atrás de Paraná (4,9), Espírito Santo (4,8), Goiás (4,8), Pernambuco (4,5), Piauí (4,5), São Paulo (4,5), Mato Grosso (4,4) e Pará (4,4).
Medida composta por resultados referentes à aprovação dos estudantes e às médias de desempenho nas avaliações, o Ideb é calculado a partir dos dados do Censo Escolar e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O índice, que varia de 0 a 10, representa que, quanto melhor o desempenho dos alunos e mais alto o número de aprovados, maior é o Ideb.
ÂMBITO NACIONAL
Apesar de alguns estados terem se destacado nas três etapas avaliadas, o Brasil só superou a meta nos anos iniciais do ensino fundamental. De acordo com o Ministro da Educação, Camilo Santana (PT), o resultado reforça a importância de o MEC seguir atuando junto aos estados e aos municípios para a superação das desigualdades educacionais. “Estamos cientes do tamanho do nosso desafio para garantir uma educação pública de qualidade para todos. Por isso, estamos investindo em programas transformadores como o Pé-de-Meia e o Escola em Tempo Integral”, afirmou.
