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Convenção de Glêdson consolida aliança de nove partidos por reeleição inédita em Juazeiro

Glêdson Bezerra, em convenção do Podemos em Juazeiro do Norte. Ao fundo, André Figueiredo, Ciro Gomes, Élcio Batista e Carmelo Neto. Foto: Fernanda Alves

O prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), realizou na tarde deste sábado (20) sua convenção partidária. O momento, de reunião de um arco de aliança que conta com nove partidos, consolida o nome do gestor como o pré-candidato do grupo. Na maior cidade do Cariri, nunca um prefeito conseguiu se reeleger. Glêdson tenta quebrar o tabu. “O momento da convenção consolida esse arco de alianças. São nove partidos unidos no propósito de continuar apresentando o projeto que pretendemos realizar. Estou muito feliz”, disse. Na chapa, além dele, o ex-vereador Tarso Magno (PP) é pré-candidato à Vice-Prefeitura.

Caminhando junto ao gestor, estão o seu partido, o Podemos, e outras oito siglas: PDT, União Brasil, PL, PP, PSDB, Cidadania, Novo e Democracia Cristã. A aliança une lideranças políticas que já foram – e são – adversárias em outros contextos, como o ex-governador Ciro Gomes (PDT) e o ex-deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, Capitão Wagner (União Brasil) – que não compareceu à convenção em Juazeiro. Segundo o postulante à reeleição, tal arco de alianças tem uma simbologia importante, “para mostrar que é possível fazer política com ‘P’ maiúsculo”.

“Temos um projeto que está dando certo. Não é uma aventura, é algo consolidado. Quando apresentamos esses números, dados consolidados, conseguimos convencer tanto um Ciro Gomes como um Capitão Wagner”.

Concorrendo contra o prefeito, o pré-candidato do grupo da oposição é o deputado estadual Fernando Santana (PT). O também deputado estadual Davi de Raimundão (MDB), filho do ex-prefeito Raimundão (MDB), postulava o cargo, mas após articulações entre os partidos do grupo do Governo do Estado, cedeu à tentativa e passou a apoiar Santana. Sem citar nomes, Glêdson afirmou que esperava uma disputa com mais candidatos. “Acredito que têm outras candidaturas que devem se manter. Tomara que se mantenham, isso é bom para a democracia”, opinou.

Como completou ele, parte do eleitorado está “assustado” com o tanto de pessoas possíveis candidatas que ficaram pelo caminho. “Não estão entendendo qual a necessidade de tirar, logo no início, essas candidaturas. Vai ser uma candidatura polarizada, e vamos tentar unir no que a democracia permite”, completou.

“Eu e Tarso Magno temos a obrigação de mostrar o que fizemos e o que gostaríamos de fazer nos próximos quatro anos”, acrescentou.

PERSEGUIÇÕES

Conforme o prefeito, ele está sofrendo perseguições – “inclusive, de ordem pessoal” – de seus opositores há três anos e meio, desde que assumiu para o seu primeiro mandato, em 2021. Ele colocou em balança o que representam os ataques. “Por um lado, o couro encaliça. A gente fica forte para enfrentar as tempestades. Do outro lado, aqui tem um pai de família, aqui tem um filho, aqui tem um esposo, um ser humano como qualquer outro, e lógico que eu temo essas perseguições”, disse.

Sobre questionamentos de que ele não estaria “fazendo política”, o gestor explicou que as pessoas precisam ter a compreensão de que quem ocupa o cargo de prefeito precisa administrar a cidade. “Temos a responsabilidade de cuidar de cada centavo do dinheiro público e levar políticas públicas para quem mais precisa. Estamos fazendo esse trabalho no dia-a-dia”.

“O momento de fazer política, na charanga, na festa, a visita, vai acontecer no momento oportuno. Estamos fazendo a convenção e certamente vamos afunilar no período da campanha”.

*Com informações de Fernanda Alves