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Presidente da Enel diz ter “grande evolução” em conversas com entidades do poder público

Diretor-presidente da Enel, Dr Nunes, durante inauguração de unidade da Enel no Conjunto Ceará. Foto: Natinho Rodrigues

Em reunião realizada nesta quinta-feira (13), no Sindienergia, o diretor-presidente da Enel Ceará, José Nunes Almeida, apresentou o novo plano de investimentos da distribuidora elétrica para o período de 2024–2026. A Enel Ceará está acelerando o plano de investimentos que, em três anos, alcançará R$ 4,8 bilhões, com foco no atendimento a novos clientes, melhoria da qualidade do fornecimento, modernização do sistema elétrico, atualização tecnológica das lojas e novas contratações de colaboradores.

“Ter uma maior proximidade com o cliente e maior agilidade dos nossos serviços e entregas é uma das nossas premissas que começa a ser percebida pelo cliente. A atuação com colaboradores próprios e com uma robusta capacitação, em atividades estratégicas, auxiliará a empresa a alcançar um nível de excelência”, ressaltou José Nunes.

O diretor-presidente também afirmou que a empresa distribuidora de energia elétrica conseguiu uma “grande evolução” em conversas com entidades do poder público. Em exclusividade ao OPINIÃO CE, Nunes destacou que realizou, nesta semana, reuniões com entidades como a Associação dos Municípios Cearenses (Aprece), a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) e o Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (SindiEnergia). No último mês de maio, a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) apresentou o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel, solicitando a quebra do contrato da empresa junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com ele, o objetivo das reuniões é para que a proximidade da Enel aos clientes seja facilitada. “Eu percebo claramente, que do início, naquele momento inicial, quatro meses atrás, para hoje, tivemos uma grande evolução”, disse, destacando ainda que tem “sorte” de contar com um carinho “muito grande” das instituições.

“Mas quando nós olhamos nossos indicadores, vemos que não é apenas uma evolução de boa vontade, é uma evolução amparada pela evolução da qualidade de serviço e da entrega também. Então nós temos uma receptividade melhor lastreada por uma entrega melhor da distribuidora. E essa é uma busca incessante”.

O presidente, na ocasião, citou que o objetivo da empresa é para que ela não continue apenas como a distribuidora de energia, mas que seja uma “distribuidora desejada” pelo cearense. A proposta apresentada na Assembleia, nesse sentido, busca a aproximação ao cliente. “Isso temos buscado no nosso dia a dia. A gente está presente junto a representantes, líderes comunitários e o poder público”.

O plano de investimento diz respeito a uma quantia de R$ 4,8 bilhões entre os anos de 2024 e 2026. A proposta da Enel prevê que a quantia seja aplicada em toda a área de concessão, para uma “melhoria contínua” do fornecimento de energia. Conforme a empresa, o plano tem respaldo dos acionistas controladores da companhia e representa uma média anual de R$ 1,6 bilhão neste período, um aumento de cerca de 44% em relação à média anual de investimentos dos últimos seis anos.

O OPINIÃO CE conversou com o diretor-presidente durante a inauguração de uma nova unidade da Enel na capital Fortaleza, no bairro Conjunto Ceará. A expectativa é que o equipamento possa fornecer atendimento a cerca de 200 mil pessoas, habitantes do Conjunto Ceará e de bairros adjacentes. 

CPI DA ENEL

O relatório final da CPI da Enel foi apresentado no dia 7 de maio. Com quase 500 páginas, o relatório pede, dentre as reivindicações que faz à Enel e a demais órgãos, a caducidade do contrato da empresa com a Aneel). Com sua aprovação, o relatório ficou de ser enviado a órgãos como a própria Aneel, ao Ministério de Minas e Energias, ao Ministério Público Federal (MPF), ao Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) e ao Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).

De acordo com o presidente da Comissão, o deputado Fernando Santana (PT), o relatório, “firme e contundente”, fará solicitações aos órgãos, para que a Enel possa ser obrigada a “mudar ou se mudar do Ceará”. A frase “ou a Enel muda, ou a Enel se muda do Ceará” tem sido adotada pelo parlamentar como uma espécie de slogan durante a sua atuação como chefe da CPI. Ainda conforme ele, tais solicitações à empresa fornecedora de energia elétrica devem ser feitas de forma “urgente”, pois “a população não aguenta mais”.

“A Enel tem dito que fomos muito duros. Aqui não é um relatório duro não. É um relatório responsável, e talvez essas quase 500 páginas sejam um terço do que a população tem sofrido com essa empresa no estado do Ceará”, disse, à época.