Menu

7 em cada 10 cearenses negativados recuperaram crédito em até 90 dias, aponta pesquisa

Foto: Natinho Rodrigues/OPINIÃO CE

Levantamento do Indicador de Recuperação de Crédito mostra que mais de 70% dos consumidores negativados no Ceará conseguiram recuperar o crédito e saíram das listas de inadimplentes, em até 90 dias. Os dados são referentes ao mês de abril e constam na última edição do Radar do Varejo Cearense. Os números foram divulgados pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE) e SPC nesta sexta-feira (24).

Outro indicador relevante mostra a desaceleração do número de dívidas em atraso no Ceará. A queda foi de 4,8% na comparação feita entre abril de 2024 e o mesmo mês do ano anterior. Os registros de negativação cumprem o papel de reduzir o risco de inadimplência e de evitar o superendividamento, fortalecendo o sistema de crédito como um todo.

No Ceará, o prazo médio para a recuperação de crédito no Estado é de 8,2 meses. Em relação às consultas aos CPFs, os dados mostraram que houve uma diminuição no ritmo desse procedimento ao longo dos últimos meses. No acumulado de 12 meses, encerrados em abril de 2024, o indicador registrou recuo depois de uma longa sequência de altas. A queda foi de 1,8%.

DÍVIDAS

A maior parte das dívidas negativadas no Ceará (60,6%) tem o setor bancário como principal credor. Em seguida, aparecem os setores de água e luz (16,9%) e o comércio (8,8%). Do total de negativados em abril de 2024, 90,9% eram reincidentes, que já estavam negativados ou estavam negativados em algum momento dos últimos 12 meses.

Do total de CPFs consultados no período, 12,1% estavam negativados no momento da consulta. A faixa etária com o maior percentual de pessoas consultadas é entre 30 e 39 anos.

Segundo o presidente da FCDL-CE, Freitas Cordeiro, o indicador mostra o desempenho do setor com base na evolução do número de consultas de CPFs realizados pelo varejo e tem se mostrado em concordância com o crescimento das vendas. “As estatísticas nos conferem respaldo ao entendimento de que nossa economia, embora sem maiores variáveis, prossegue numa rota de crescimento, reforçando a esperança de que dias melhores estão por vir”, pontua Freitas Cordeiro.