O prefeito de Amontada, Flávio Filho (PT), foi afastado do seu cargo por 180 dias após o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) deflagrar operação que apura possíveis irregularidades na contratação de serviços de fornecimento de combustíveis e de limpeza pública pela Prefeitura. Com o afastamento, o vice-prefeito, Jonas Pinheiro (MDB), assume o Executivo. Além do gestor, o controlador-geral do Município, João Lucas Cipriano Pereira de Oliveira; o secretário de Infraestruturas, Flávio Cesar Bruno Teixeira, pai de Flávio Filho; e a secretária de Finanças, Roberta Lorena de Oliveira Bruno, foram afastados.
O OPINIÃO CE entrou em contato com a Prefeitura de Amontada acerca do caso. A matéria será atualizada em caso de resposta.
A operação “Vigilantia” realizou mandados de busca e apreensão em três municípios: Amontada, Itapipoca e Fortaleza. Foram cumpridos 19 mandados na Prefeitura Municipal de Amontada, em residências e sedes de empresas. Além disso, o Tribunal de Justiça determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como a suspensão do exercício de função pública. A investigação, da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), resultou na suspensão dos contratos com as empresas que fornecem os produtos e serviços ao Município.
O nome “Vigilantia”, em latim, significa vigilância, estado de alerta, observar atentamente ou manter-se vigilante sobre algo ou alguém, muitas vezes, com o propósito de segurança, proteção ou cuidado, no caso, da coisa pública.
