O ministro extraordinário para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, alertou nesta sexta-feira (17) que o Rio Grande do Sul pode voltar a ser atingido por fortes temporais ao longo da próxima semana. Segundo ele, nas próximas terça (21), quarta (22) e quinta-feira (23), pode chover entre 100 e 150 milímetros, com mais intensidade na porção Noroeste no estado e na Região Metropolitana de Porto Alegre. “É muito provável que a gente volte a ter um outro pico de chuvas fortes na semana que vem”, disse Pimenta, durante entrevista coletiva.
O ministro lembrou que, após a cheia de 1941, praticamente todos os municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre são protegidos por um sistema de diques e casas de bomba. “São municípios em que parte das suas áreas estão praticamente no nível do mar, no nível do rio. Sem os diques e sem o muro em Porto Alegre, a probabilidade e a possibilidade de inundação seriam muito grandes”, alertou Paulo Pimenta.
“Ao longo do tempo, esses diques e casas de bomba passaram a ser de responsabilidade dos municípios. O que ocorreu nessa enchente? Primeiro, a cota para a qual esses diques foram construídos foi a da enchente de 1941. Como tivemos, em algumas regiões, uma inundação superior a 70% a mais do que em 1941, tivemos algumas situações em que a água passou por cima do dique. Tivemos outras situações em que houve rompimentos de dique e tivemos também uma capacidade de resposta do sistema de bombas que foi insuficiente”, destacou o ministro.
Paulo Pimenta acrescentou que é preciso continuar unindo esforços para não agravar as consequências da tragédia climática. “Não é nosso objetivo aqui e agora entrar na análise disso. O fato é que foi insuficiente”, destacou.
“Essa água entrou por cima do dique ou rompeu os diques. Mesmo com o rio baixando, ela não vai embora porque o dique ficou como proteção contrária. Virou uma piscina. Temos grandes piscinas na região metropolitana, especialmente Canoas, São Leopoldo e Porto Alegre. São as três regiões que temos a maior quantidade de pessoas que não podem voltar para casa. Não temos condições, enquanto poder público, de saber se essas áreas poderão ou não voltar a ser local de moradia enquanto a água não baixar”, frisou Paulo Pimenta.
Para auxiliar na retirada da água empoçada no Rio Grande do Sul, principalmente em Porto Alegre e municípios da região metropolitana, o Governo Federal negocia com os estados do Ceará, de Alagoas e São Paulo o envio de bombas de água.
Ao todo, são 18 bombas que serão enviadas ao estado gaúcho pela Sabesp, companhia de abastecimento paulista, além de oito bombas do Governo do Ceará e uma bomba utilizada na transposição do Rio São Francisco, em Alagoas. Paulo Pimenta informou que dois equipamentos já chegaram ao Rio Grande do Sul. Outros quatro foram entregues na tarde desta sexta-feira.
