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IBGE: Ceará tem o quinto pior índice em analfabetismo no Brasil

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Conforme levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ceará possui o quinto pior índice em analfabetismo no Brasil. No Estado, conforme a pesquisa acerca dos índices de alfabetização referentes ao Censo Demográfico de 2022, apenas 81,2% da população superior a 15 anos possui capacidade de ler e escrever. Em âmbito nacional, 93% da população brasileira é alfabetizada.

Abaixo do Ceará no índice, estão quatro estados nordestinos: Alagoas, com índice de 75,7%; Piauí, com 77,1%; Paraíba, com 78,1%; e Maranhão, com 79,1%. O resultado, aliás, preocupa para o Nordeste, já que a Região possui as maiores taxas de analfabetismo no Brasil, com 85,8%. Em 2010, no último censo divulgado, as Unidades Federativas (UFs) nordestinas já possuíam média de 80,9% de alfabetização. 

Ainda conforme o IBGE, as cinco cidades cearenses com menores índices de analfabetismo estão localizadas na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF): Fortaleza (5,6%), Eusébio (5,9%), Maracanaú (7,2%), Caucaia (8,4%) e Pacatuba (8,6%). Já as que possuem os piores índices estão localizadas no Interior: Quixelô (29,1%), Granja (29,0%), Aiuaba (28,3%), Salitre (28,2%) e Barroquinha (27,8%).

ÂMBITO NACIONAL

Segundo o IBGE, há uma tendência de aumento da taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais ao longo dos censos. Em 1940, menos da metade da população era alfabetizada, em 44,%. Após quatro décadas, em 1980, houve aumento de 30,5 pontos percentuais na taxa de alfabetização, passando para 74,5% e, finalmente, depois de mais quatro décadas, o País atingiu um percentual 93% em 2022, representando um aumento de 18,5 pontos percentuais em relação a 1980.

“A comparação dos resultados de 2000 com os de 2010 e os de 2022 indica que a queda na taxa de analfabetismo ocorreu em todas as faixas etárias, refletindo, principalmente, a expansão educacional, que universalizou o acesso ao ensino fundamental no início dos anos 1990, e a transição demográfica que substituiu gerações mais antigas e menos educadas por gerações mais novas e mais educadas”, diz o instituto.

Em 2022, a taxa de analfabetismo de pessoas de cor ou raça branca e amarela com 15 anos ou mais era de 4,3% e de 2,5%, respectivamente, enquanto a taxa de analfabetismo de pretos, pardos e indígenas na mesma faixa etária era de 10,1%, 8,8% e 16,1%, respectivamente. Ainda segundo o IBGE, as mulheres tendem a apresentar melhores indicadores educacionais do que os homens, inclusive com melhores taxas de alfabetização. Em 2022, o percentual de mulheres que sabiam ler e escrever era 93,5%, enquanto o de homens era 92,5%.

A vantagem das mulheres foi verificada em praticamente todos os grupos etários analisados, exceto entre os mais velhos de 65 anos ou mais de idade. A maior diferença em pontos percentuais a favor das mulheres foi no grupo de 45 a 54 anos, atingindo 2,7 pontos percentuais, ainda que as mulheres pertencentes aos grupos de idade abaixo de 45 anos sigam apresentando maiores taxas de alfabetização comparadas aos homens dos mesmos grupos de idade. Somente na faixa etária de 65 anos ou mais, os homens apresentavam uma proporção maior de pessoas que sabiam ler e escrever, de 79,9%, comparado ao de 79,6% das mulheres.

A taxa de alfabetização das pessoas indígenas – incluindo as que se consideram indígenas pelo critério de pertencimento –, foi 85% em 2022. De 2010 para 2022, a taxa de analfabetismo dessa população caiu de 23,4% para 15,1%. A queda mais expressiva foi observada na região Norte (de 31,3% para 15,3%). A queda na taxa de analfabetismo das pessoas indígenas ocorreu em todas as faixas etárias, com as maiores reduções nas faixas de 35 a 44 anos (de 22,9% para 12%), 55 a 64 anos (de 38,3% a 27,4%) e 25 a 34 anos (de 17,4% para 6,7%). Os homens indígenas de 15 anos ou mais têm taxa de alfabetização de 85,7%, 1,4 pontos percentuais acima da taxa de alfabetização das mulheres indígenas (84,3%).