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Universidades estaduais: UVA e Uece seguem em greve e Urca aceita proposta do Governo

Foto: Divulgação/Governo do Ceará

A greve dos servidores das universidades estaduais no Ceará, iniciada no mês de abril, segue para duas instituições do ensino superior estadual. No início do mês, 75% da categoria na Universidade Regional do Cariri (Urca) aprovaram pela suspensão da greve. No entanto, na Universidade Estadual do Ceará (Uece) e na Universidade do Vale do Acaraú (UVA), os professores rejeitaram a proposta apresentada pelo Governo do Ceará.

A proposta do Governo Elmano de Freitas (PT) para a gestão das universidades estaduais inclui, além do reajuste salarial anunciado para os servidores do Estado, reajuste em 10% em cima do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da categoria. O Executivo apresentou ainda, na proposta, o pagamento em dezembro de um abono especial que varia de R$ 2,9 mil a R$ 8,1 mil.

Na Urca, única instituição que aceitou a proposta do Governo, a decisão foi tomada em assembleia realizada no dia 3. Apesar de voltarem de forma favorável à suspensão da greve, uma nova Assembleia vai ser realizada no próximo dia 25 de maio, para que as demandas apresentadas pelo Executivo sejam avaliadas

UECE E UVA REJEITAM PROPOSTA

A rejeição da proposta, por parte dos profissionais da Uece, ocorreu um dia antes da assembleia da Urca. Com a recusa, os docentes seguem na busca por reivindicações como recomposição salarial, autonomia para realização de concurso e convocação do cadastro de reserva. Conforme o Sindicato de Docentes da Universidade Estadual do Ceará (Sinduece), a proposta apresentada pelo Governo havia sido construída coletivamente pelas entidades sindicais, com mediação do Executivo.

De acordo com nota dos representantes da Uece, a Diretoria da Sinduece se comprometeu em defender a proposta na Assembleia da categoria. No entanto, ela não foi aceita pela base, com 82,74% votos contrários à proposta e pela manutenção da greve. Na proposta que tratava sobre a carreira, o Governo propôs ampliação em 25% do quadro de cargos. 

A proposta envolvia ainda a convocação de pessoal em cadastro de reserva. No caso da Uece, seriam 35 convocações – número indicado pela Reitoria -, além das vagas aprovadas e realização de concursos para preenchimento de vagas vacantes no último edital. O Governo já requisitou e comprometeu-se em traçar plano que contemple a manutenção e a ampliação da infraestrutura das Universidades Estaduais, o que virá ainda neste ano.

Conforme argumentou a categoria à época da aprovação do indicativo de greve, o reajuste apresentado pelo Executivo estadual e aprovado no Legislativo cearense, de 5,62% aos servidores públicos do Estado, não contemplava as principais demandas da categoria e nem quitava as obrigações pendentes do Governo do Estado com a educação.

Na UVA, assim como na Uece, a categoria recusou a proposta do Governo. Última a votar sobre a medida, a Assembleia da categoria foi realizada nesta segunda-feira (6). Conforme o Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual Vale do Acaraú (Sindiuva), apenas 13 docentes votaram pela suspensão da greve, contra 99 que optaram pela continuidade da paralisação.