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Cidades submersas

As imagens impressionam. O Rio Grande do Sul sofre com o excesso de chuva. Porto Alegre debaixo d’água e várias cidades do interior do Estado alagadas, submersas. Populações inteiras tendo que deixar o que construíram durante a vida inteira para trás, abrigando-se onde é possível, só com a roupa do corpo. O cenário é de filme apocalíptico, ou de grande tragédia. Apenas os telhados dos prédios são visíveis. Pessoas aflitas aguardando o resgate. Locais onde dias antes tudo parecia normal, agora inundados. Estradas destruídas pela força da água. Caixões arrastados, cemitério invadido. Mortos, desaparecidos.

As fotos e os vídeos da situação que castiga o povo gaúcho fazem lembrar de uma previsão para Fortaleza. Aliás, não só a capital do Ceará, mas o litoral brasileiro, pode, em 2050, ter parte do território invadido pelo aumento do nível do mar. Como ficarão as cidades litorâneas? Como será o cotidiano? Teremos uma vida urbano-aquática?

A natureza é dinâmica, reage, dá avisos, sinais. É bela e singela no canto dos pássaros, na formação de um arco-íris, mas mostra que é forte. O homem não cansa de atacar, de destruir. A ganância, o lucro, a cegueira pelo dinheiro desconhece a importância do cuidado com a natureza. Esse descaso gera uma resposta da nossa casa comum. Muitos negam o aquecimento global e a condição de salvamento emergencial do planeta. Mas é normal tanta chuva? É normal algo nunca visto antes na história acontecer justamente quando a natureza emite alertas?

Acham mesmo que a solução é ir para outro planeta? Quem poderá bancar a viagem interplanetária e a estadia em Marte? Os governos, felizmente, estão empenhados em ações que tornem mais leve o fardo carregado pelo povo agora atingido, diferentemente de há até pouco tempo, em que quem deveria liderar ações emergenciais (inclusive casos de chuvas) saía por aí de jet-ski. Nesse momento é necessária a solidariedade. O pix para doações circula pelas redes. Força, povo gaúcho!