A Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) foi lançada há um mês e já vem dando resultados, com pessoas manifestando o desejo de ser um doador. Disponibilizada pelo Cartório de Notas do Ceará juntamente com o Poder Judiciário, cerca de 86 pessoas já fizeram o procedimento e formalizaram a sua vontade por meio de um documento oficial, de forma online, em um Tabelionato de Notas, onde é possível fazer pela plataforma nacional do site.
Conforme os dados realizados pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), a qual a entidade reúne 8.344 Cartórios de Notas brasileiros, foram mais de 4.570 pedidos nas 27 unidades federativas do País, até 1º de maio. A iniciativa serve para ajudar as pessoas que aguardam na fila em busca de um transplante de órgãos no Estado. São mais de 1,7 mil pessoas em espera.
COMO REALIZAR
A pessoa interessada em doar os seus órgãos deverá preencher um formulário no site da AEDO, onde será recepcionado pelo Cartório de Notas selecionado. Após isso, será agendado uma sessão de videoconferência pelo tabelião, para que o interessado seja identificado e sua manifestação de vontade seja coletada. Finalizando o processo, a pessoa e o notário deverão assinar digitalmente a AEDO, que ficará disponível para consulta pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes. O acesso da plataforma está disponível todos os dias da semana, durante 24 horas por dia, em qualquer dispositivo com conexão à internet.
O indivíduo pode escolher, pela plataforma, qual órgão deseja doar: rim, fígado, coração, medula, intestino, pulmão, córnea, coração ou todos. A maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes no Brasil aguardam pela doação de um rim. Logo após, vem o fígado, coração, pulmão e pâncreas. Em 2023, faleceram pela falta de doação 3 mil pessoas. Atualmente, mais de 500 crianças estão aguardando por um órgão novo.
Segundo a legislação, em caso de morte encefálica, quem autoriza a doação é a família, que precisa estar ciente da intenção da pessoa de doar seus órgãos e/ou tecidos. Porém, com o AEDO, os profissionais da saúde terão em mãos a comprovação da vontade do falecido, ficando registrado em uma base de dados, que será apresentada para a família no momento do óbito.
