O crime que ocasionou a morte do frentista João Paulo Sousa Rodrigues, em 2015, começa nesta segunda-feira (6) e se estende até quarta-feira (8). Após nove anos do crime, os quatro policiais militares, Haroldo Cardoso da Silva, Francisco Wanderley Alves da Silva, Antônio Barbosa Júnior e Elidson Temóteo Valentim, vão a júri popular, acusados por sequestro, tortura, homicídio, ocultação de cadáver e organização criminosa.
Os policiais são acusados pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) desde dezembro de 2015. Na época, o processo estava sendo acompanhado pela 5ª Vara Criminal. No decorrer das investigações, com a confirmação do homicídio do frentista, o caso foi transferido para a 1ª Vara do Juri. Em 2018, o promotor responsável pelo caso, Marcus Renan Palácio de Morais Santos, incluiu o empresário Severino Almeida Chaves como mandante do crime.
Conforme as investigações, o frentista foi abordado pelos quatro PMs quando estava a caminho do posto de combustível onde trabalhava, localizado no Parque Santa Rosa. Ele ainda foi algemado e torturado antes do seu assassinato. Os indícios da apuração do crime mostram que Severino estava desconfiado que o frentista estaria sugerindo que criminosos da região assaltassem o local e por isso organizou o ataque à vítima.
“Os fatos que embasam a acusação são de extrema gravidade e demandam uma resposta firme da Justiça. Tanto a família da vítima quanto a sociedade esperam, há nove anos, que os responsáveis por esses atos hediondos sejam devidamente julgados e punidos conforme a lei”, explica o promotor Marcus Renan, que participa do júri desta semana.
