A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e o ministro da Comunicação Social, Paulo Pimenta anunciaram, nesta sexta-feira (3), a decisão de adiar o Concurso Nacional Unificado (CNU) em todo o país, tendo em vista o estado de calamidade decorrente das fortes chuvas no Rio Grande do Sul. A prova seria aplicada neste domingo (5), em 228 municípios, para os mais de 2 milhões de inscritos.
As enchentes na região já provocaram 78 mortes, desaparecimentos e milhares de desabrigados. A decisão do adiamento do concurso foi tomada pelo contexto do Estado, considerando que a situação impediria a realização do exame dos 80.348 inscritos no Rio Grande do Sul. Conforme a gestora, ainda não existe uma nova data definida para a realização da prova, pois aguardam a situação do Rio Grande do Sul se estabilizar. Porém, existe a estimativa que as provas sejam aplicadas no segundo semestre do ano.
“Essa decisão de adiamento do concurso, justamente, busca garantir a integridade dos participantes, inclusive sua integridade física nas regiões onde seria impossível o deslocamento. Mas é uma integridade em todas as dimensões, preservando a vida das pessoas e também conferindo segurança jurídica ao concurso, que é algo essencial para todo mundo que está prestando concurso. Então, mais uma vez, eu queria reforçar, não temos uma nova data, eu quero deixar bem claro que a gente, nas próximas semanas, poderá divulgar uma nova data, mas nesse momento toda a questão logística envolvida com a prova não nos permite hoje dar uma nova data com segurança.”, disse a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Será publicada uma nova versão do edital com data de aplicação do exame atualizada. O governo deve renegociar os mesmos espaços que seriam utilizados neste domingo, que contam com 3,6 mil pontos de provas, com 65 mil salas. A ministra ainda informa que não será necessária realizar uma nova inscrição para o concurso.
A ideia é utiliza as mesmas provas que seriam aplicadas neste domingo. Por isso, está sendo feita a segurança da avaliação, que já havia chegado em cerca de 60% dos locais de prova, para não existirem vazamentos que comprometam o resultado do exame. Apesar da reutilização das provas já impressas, o adiamento da prova terá um custo adicional de cerca de R$ 50 milhões, que será somado aos R$ 100 milhões que o concurso já havia custado, com logística, transporte e armazenamento de provas, locais de aplicação e fiscais.
“Elas (as provas) estão em local seguro, com escolta, que são esporádicas naquelas cidades. Vamos voltá-las para locais certificados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), com segurança absoluta, que são utilizadas pelo Enem”, informou Esther Dweck.
