Pelas redes sociais, o deputado estadual Renato Roseno (PSOL) relatou suposta “restrição do direito de greve” dos professores em universidades estaduais, que estariam sendo ameaçados de demissão caso aderissem à greve em vigor desde o início de abril. O gestor solicita uma posição do Ministério Público do Ceará (MPCE) e das reitorias da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA) e da Universidade Regional do Cariri (URCA) sobre a situação.
“Em defesa dos direitos dos trabalhadores e da liberdade sindical, solicitamos uma posição oficial das universidades e questionamos a legalidade das ações anti-sindicais. Este é o momento para defendermos a justiça e os direitos dentro de nossos espaços acadêmicos.” destacou o deputado.
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CONTEXTO DA GREVE
Em busca de reajuste salarial, maiores quantidades de vagas para concursos, entre outras reivindicações, os professores das universidades federais e estaduais do Ceará iniciaram uma greve geral. Em relação a UECE e a URCA, a paralisação dos docentes foi deflagrada dia 27 de março, com início efetivo no dia 4 de abril. Já a UVA decidiu iniciar a greve no dia 4 de abril, com a greve começando a partir do dia 10 de abril.
Desde então, a categoria vem reivindicando pela efetivação dos seus direitos com o chefe do executivo, Elmano de Freitas (PT), que informou, em coletiva, que em diálogo com os reitores das universidades para haver uma suspensão da greve. Segundo o governador, o Estado possui limites orçamentários, e por isso, não pode focar o orçamento do Executivo apenas na questão dos docentes.
“Evidentemente, as categorias têm questões específicas. Solicitei que os reitores pudessem sentar com os sindicatos (…) para que pudesse retomar o diálogo sem a greve”, disse o governador.
