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Açudes no Ceará apresentam melhor marca desde 2009 com 72 reservatórios sangrando

Reprodução/ Governo do Estado

Os níveis dos reservatórios do Ceará monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) alcançaram, nesta terça-feira (23) a marca de 7,23 bilhões de metros cúbicos, representando 54,8% da capacidade total. Com a sangria dos açudes: São Domingos II, em Caririaçu, e o Martinópole, que não sangrava há 15 anos, o Ceará atingiu a marca de 72 açudes vertendo, melhor número desde 2009, quando foi registrado 111 reservatórios em sua capacidade máxima. 

Além dos reservatórios que ultrapassam sua capacidade, outros 12 açudes apresentam mais de 90% da sua capacidade total. São eles: Ayres de Sousa (92,9%), Mamoeiro (97,42%), Pau Preto (95,34%), Vieirão (92,58%), Trapiá III (94,01%), Jenipapeiro (95,31%), Gomes (90,5%), Tatajuba (92,94%) e São José III (98,28%). Os reservatórios localizados na Região Metropolitana de Fortaleza também se destacam, com números elevados de acúmulo, como o Gavião (92,84%), de Pacatuba, o Maranguapinho (97,82%), de Maranguape e Sítios Novos (99,63%) de Caucaia.  

 Segundo a Cogerh, as regiões do Acaraú, Coreaú, Metropolitana, Serra da Ibiapaba, Salgado, Litoral e Baixo Jaguaribe estão em situação “muito confortável”, apresentando volume acima de 70%, com destaque para as duas últimas bacias hidrográficas citadas, que registram 100% de seu armazenamento. Outro registro é a recuperação da região do Curu com as chuvas, visto que no começo do ano a bacia estava com 26% da capacidade total e atualmente apresenta 66% de reservas hídricas acumuladas.

Apesar desses avanços, outros 22 reservatórios do Ceará apresentam volumes abaixo de 30% de sua capacidade, como a bacia hidrográfica dos Sertões de Crateús, que possui menos de 25% de sua capacidade hídrica acumulada. O diretor de Operações da Cogerh, Tércio Tavares, evidencia “os desafios persistentes impostos pelo clima semiárido da região, com chuvas distribuídas de forma irregular no tempo e espaço”.