O Ministério da Saúde e o Google divulgaram que firmaram uma parceria em uma colaboração estratégica para melhorar o acesso às informações essenciais sobre as Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o país. Segundo a pasta, a medida é “especialmente relevante” no Ceará, já que o Estado possui 2.430 estabelecimentos da Atenção Primária à Saúde. A parceria, conforme o Ministério, visa fornecer dados importantes como localização, contato, horário de funcionamento e o calendário de vacinação das unidades de saúde aos cidadãos.
O trabalho, conforme o Ministério, prevê uma atualização de dados relacionados a mais de 40 mil postos de saúde em todo o país nos resultados da Busca e do Google Maps, com base em detalhes fornecidos pela pasta, para oferecer uma experiência “mais eficiente” aos usuários. Além disso, será exibida uma mensagem com link direto para o Calendário Nacional de Vacinação nos resultados das buscas como “postos de saúde próximos a mim”.
Na prática, ao procurar postos de vacinação, utilizando, por exemplo, “vacinação perto de mim”, os usuários encontrarão dados de endereço, telefone e expediente atualizados e o link do Calendário Nacional de Vacinação para acompanhar as datas de imunização. A primeira fase da iniciativa foi lançada no ano passado, durante o Google for Brasil, quando a empresa anunciou que passaria a mostrar informações atualizadas das UBS em suas plataformas.
A expectativa é de que a ação contribua com os esforços de conscientização para a adesão da população às campanhas de vacinação, diante da queda das coberturas vacinais registrada nos últimos anos. Segundo o Google Trends, o Brasil é o terceiro país mais ativo em buscas relacionadas à saúde e o sétimo em interesse por vacinação globalmente, desde 2004. Nos últimos 12 meses, o país manteve sua posição entre os oito primeiros no ranking mundial.
COBERTURA VACINAL
Entre 2023 e 2024, o Ministério da Saúde registrou aumento nas coberturas vacinais de 13 das 16 principais vacinas do calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Entre os destaques de crescimento estão as vacinas contra a poliomielite, hepatite A, febre-amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e pneumocócica.
Conforme a pasta, mais de R$ 6,5 bilhões foram investidos ano passado na compra de imunizantes e a previsão é que esses recursos alcancem R$ 10,9 bilhões em 2024. De forma inédita, R$ 150 milhões foram repassados por ano aos estados e municípios, em apoio às ações de imunização com foco no microplanejamento. Tal método, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), consiste em atividades com foco na realidade local, desde a definição da população-alvo, escolha das vacinas, definição de datas e locais de vacinação, até a logística. A proposta é alinhar essas estratégias com gestores e lideranças locais para alcançar melhores resultados e melhorar as coberturas vacinais.
