O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, será ouvido pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, nesta terça (16). Os parlamentares querem esclarecimentos sobre a fuga da Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Mossoró (RN), em fevereiro deste ano. Após dois meses de busca, os dois fugitivos foram capturados no estado do Pará no último dia 4.
O convite ao ministro foi requerido pelos deputados Sanderson (PL-RS), Rodolfo Nogueira (PL-MS), Rodrigo Valadares (União-SE), Sargento Gonçalves (PL-RN) e Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP). Além da fuga, os parlamentares devem questionar Lewandowski acerca do combate ao tráfico de drogas, exploração sexual de menores de idade e tráfico humano. Nos requerimentos apresentados, os deputados questionam, ainda, uma suposta contratação de empresa ‘laranja’ para a realização de obras no presídio de Mossoró, no Rio Grande do Norte, bem como as medidas de segurança que foram adotadas em presídios federais para coibir fugas.
FUGA
Em fevereiro, na Quarta de Cinzas, dois presidiários fugiram da Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. A ação foi a primeira fuga registrada na história do sistema penitenciário federal, que conta com cinco presídios de segurança máxima em todo o país. Os homens foram identificados como Rogério da Silva Mendonça, o “Tatu”, de 36 anos, e Deibson Cabral Nascimento, o “Deisinho”, de 34 anos. Ambos são do Acre e estavam na penitenciária de Mossoró desde 27 de setembro de 2023.
De acordo com levantamento da Globonews, foram gastos mais de R$ 2 milhões nas buscas dos fugitivos. Ao todo, o gasto foi de R$ 497.812 com a PF, R$ 372.218,62 com a Senappen e R$ 1.245.549 com a FNSP. Os valores incluem diárias, passagens, frota e combustíveis, e não consideram o salário dos agentes ou custos de alimentação. No último dia 4, os dois criminosos foram capturados no estado do Pará após 51 dias de buscas.
