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Saiba mais sobre a Febre do Oropouche, doença que já registra mais de 3 mil casos no Brasil

Elena Goosen/istock

Segundo o último informe semanal do Ministério da Saúde, o Brasil já contabiliza 3.355 casos da Febre de Oropouche, doença viral transmitida por mosquito e descoberta no Brasil em 1960, no contexto da construção da rodovia Belém-Brasil. Neste ano, o estado do Amazonas se destaca no número de casos, com 2.575 registros da doença, o que representa 76,75% dos casos. Conforme dados do Ministério da Saúde, o Ceará soma 1 caso da doença. A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), questionada pelo OPINIÃO CE, explicou que trata-se de uma pessoa residente no Ceará, mas contaminada em outro estado. 

A região norte apresenta a maioria dos casos da doença. Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima e Pará somam juntos 3.324, sendo os primeiros colocados o Amazonas (2.575), Rondônia (592) e Acre (110). A Bahia também apresenta números expressivos, contabilizando 31 casos. Em 2023, os cinco estados do norte totalizavam 832 casos da Febre de Oropouche. A faixa etária dos contaminados se concentra entre pessoas de 20 a 49 anos. Os menores números de casos são de crianças menores de 10 anos. 

A partir dos registros do ano passado, os casos da arbovirose nos estados da região amazônica foram considerados endêmicos. Conforme o informativo do Ministério da Saúde, o motivo para o aumento de incidência da doença é a descentralização do diagnóstico biomolecular para parte dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) do país. 

TRANSMISSÃO E PREVENÇÃO

A transmissão da Febre Oropouche ocorre principalmente pelo mosquito, que acontece por meio do ciclo silvestre e o ciclo urbano. No primeiro caso, mosquitos, como o Coquilletti diavenezuelensis e o Aedes serratus, podem carregar o vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo. Animais, como bichos-preguiça e macacos, também podem ser hospedeiros do vírus. 

No Ciclo urbano, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal. O mosquito Culex quinquefasciatus, comumente encontrado em ambientes urbanos, pode ocasionalmente transmitir o vírus também.

Confundido com a dengue e a chikungunya, os sintomas da Febre do Oropouche são dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Para realizar o diagnóstico correto, a pessoa contaminada deve procurar uma unidade de saúde e fazer os exames necessários. A febre do Oropouche compõe a lista de doenças de notificação compulsória, classificada entre as doenças de notificação imediata, em função do potencial epidêmico e da alta capacidade de mutação, podendo se tornar uma ameaça à saúde pública.

Para prevenir a doença, o Ministério da Saúde recomenda algumas medidas:

  • Evitar áreas onde há muitos mosquitos, se possível.
  • Usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique repelente nas áreas expostas da pele.
  • Manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.
  • Se houver casos confirmados na sua região, siga as orientações das autoridades de saúde local para reduzir o risco de transmissão, como medidas específicas de controle de mosquitos.