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Após ataque do Irã, Conselho de Segurança da ONU se reúne neste domingo a pedido de Israel

Foto: Mike Segar/Reuter

A pedido de Israel, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai se reunir neste domingo (14) de forma emergencial. Na noite deste sábado (13), o Irã atacou o território israelense com mísseis e drones. Boa parte deles foram interceptados pelas defesas de Israel. Aliados do Irã veem o ataque como retaliação, após o Consulado iraniano em Damasco, na Síria, sofrer bombardeio. No Conselho de Segurança, além de membros rotativos, fazem parte com poder de veto os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, aliados de Israel, e a Rússia e a China, que são mais próximas do Irã. Ainda no sábado, o Itamaraty divulgou nota em que manifesta “grave preocupação” com os relatos de envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, se manifestou condenando o ataque iraniano e pedindo o “fim imediato das hostilidades”. Os líderes do G7 – grupo que reúne Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão – vai se reunir por videoconferência no início desta tarde. O presidente estadunidense, Joe Biden, garantiu que “o apoio à segurança de Israel é de ferro”. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), também liderada pelos Estados Unidos, afirmou que “condena a escalada do Irã” e “pede contenção” para que “o conflito no Oriente Médio não se torne incontrolável”, disse Farah Dakhlallah, porta-voz.

Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia apelou para a contenção de “todas as partes envolvidas”, após os ataques iranianos de sábado à noite e madrugada deste domingo. “Apelamos a todas as partes envolvidas para que tenham contenção e para evitar uma escalada perigosa. Contamos com os Estados da região para encontrar uma solução para os problemas existentes, através de meios políticos e diplomáticos”, acrescentou, num comunicado, o ministério tutelado por Serguei Lavrov.

“RESPOSTA À AGRESSÃO ISRAELITA”

O Irã, na ONU, afirmou que a ação foi uma resposta à “agressão israelita contra as nossas instalações diplomáticas em Damasco” no último dia 1º de abril. Neste ataque, morreram sete membros da Guarda Revolucionária Iraniana, além de seis cidadãos sírios. No entanto, o Irã ressaltou que um “outro erro” de Israel, resultaria em uma resposta “consideravelmente mais severa”. “É um conflito entre o Irã e o regime israelense desonesto, do qual os Estados Unidos devem ficar longe!”, disse a Missão Permanente do Irã.

O Governo russo também defendeu o Irã. “De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, o ataque [contra Israel] foi realizado no âmbito do seu direito à autodefesa nos termos do artigo 51 da Carta da ONU, em resposta a ataques contra alvos iranianos no região”, nomeadamente o ataque ao consulado iraniano em Damasco, que Moscou “condenou veementemente”.

Os russos manifestaram também “grande preocupação” com os acontecimentos na região e sublinharam que tinham alertado para o aumento das tensões caso não fosse encontrada uma resolução para “as numerosas crises no Oriente Médio, principalmente na área do conflito israelense-palestino”

O QUE DIZ O BRASIL

Em resposta ao ocorrido, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou a nota em que manifesta “grave preocupação”. Conforme a nota, a ação militar deixou em alerta países vizinhos e exige que a comunidade internacional mobilize esforços para evitar uma escalada no conflito.

Confira a íntegra da nota divulgada pelo Itamaraty

Governo brasileiro acompanha, com grave preocupação, relatos de envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel, deixando em alerta países vizinhos como Jordânia e Síria.

Desde o início do conflito em curso na Faixa de Gaza, o Governo brasileiro vem alertando sobre o potencial destrutivo do alastramento das hostilidades à Cisjordânia e para outros países, como Líbano, Síria, Iêmen e, agora, o Irã.

O Brasil apela a todas as partes envolvidas que exerçam máxima contenção e conclama a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada.

O Governo brasileiro recomenda que não sejam realizadas viagens não essenciais à região e que os nacionais que já estejam naqueles países sigam as orientações divulgadas nos sítios eletrônicos e mídias sociais das embaixadas brasileiras.

O Itamaraty vem monitorando a situação dos brasileiros na região, em particular em Israel, Palestina e Líbano desde outubro passado.