Dados recentes do Desigual Lab, do Instituto de Planejamento de Fortaleza, mostram a média de vida em diferentes bairros da cidade. O que marca a diferença do direito à vida em regiões da cidade não é novidade. Em bairros nobres, vive-se mais enquanto na periferia se morre mais cedo. Um exemplo: moradores do Meireles, maior IDH do Município, vivem em média 75 anos. E quem habita o Conjunto Palmeiras, que tem o menor índice, 65 anos.
13 de abril, aniversário da cidade de Fortaleza. O que comemorar? A cidade toda está muito suja, muito lixo por diversos locais. Bairro nobre e bairro periférico enfrentam o problema do lixo. Sujeira desregrada e chuva resultam no caos urbano. Com poucos milímetros, a cidade fica alagada, com ruas intransitáveis, a não ser que o meio de transporte seja lancha, ou barco. A taxa do lixo está sendo empregada aonde?
Não bastasse o fato de uns viverem mais e outros menos, houve aumento do número de pessoas que vivem nas ruas. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, são 8404 seres humanos nessa situação. Ano passado, em julho, o número era de 6600. Infelizmente, muitos são os locais improvisados ocupados por tantos que se tornam invisíveis aos olhos da indiferença coletiva e da gestão municipal.
Em poucos meses, os fortalezenses votarão para prefeito. A maioria optará pela continuidade? Certo desgaste parece marcar o atual governo. Além de cantar em inglês e em português em eventos públicos, o prefeito tem mesmo carisma político? Qual o seu legado para a cidade?
Nomes e pré-candidaturas já se apresentam como opções para ocupação da chefia do executivo municipal. A direita dividida, com nacionalização da campanha? Disputa interna no PT, com nomes conhecidos, com potencial também de apoio nas outras esferas do Estado. E o desgaste do governo em vigor.
O direito à vida é desigual nesta cidade que tem o maior PIB do Nordeste, cartões-postais nacionalmente famosos e recebe sempre turistas. A própria prefeitura sabe desta realidade de fosso social, que atinge e flagela considerável parte da população. Falta um trabalho que altere tal realidade.
