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Transnordestina deve ser entregue até primeiro trimestre de 2027, projeta Lula

Em Iguatu, no Centro-Sul cearense, o presidente Lula (PT) participou de evento no qual assinou ordens de serviço para obras hídricas e anunciou a continuação das obras da Transnordestina, ferrovia que vai passar por 53 municípios do Nordeste. De acordo com o Governo Federal, o trecho entre Acopiara e Quixeramobim é o que tem obras mais intensas no momento, com terraplanagem e drenagem, para, posteriormente, receber os trabalhos de superestrutura, de instalação de trilhos e dormentes. A Ferrovia vai ligar o sertão do Piauí com o Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Segundo Lula, as obras devem ser entregues até o “final de 2026 ou primeiro trimestre de 2027”. Ainda conforme o chefe do Executivo, as ferrovias são importantes para o País ser produtivo.

“O Brasil se transformou em um país rodoviário, mas para um país ser mais produtivo, ele não pode abandonar a ferrovia. Precisamos ter um sistema intermodal de transporte para alcançar todo o potencial”, afirmou.

O governador Elmano de Freitas (PT) afirmou, durante o evento, que sonha com essa obra desde 2006 e que será uma conquista muito importante para o desenvolvimento econômico do Ceará. Ainda conforme o chefe do Executivo, o Estado se transformou em um dos maiores pólos calçadistas do Brasil e aTransnordestina deve impactar positivamente na produção. “É esse trem que vai pegar os calçados produzidos hoje e vai levar até o Porto do Pecém, para a exportação e para geração de mais empregos para regiões como Cariri e Sertão Central”.

Outro destaque assinalado pelo governador é na produção de leite. “Aqui perto, em Quixeramobim, Banabuiú, Senador Pompeu e no Vale do Jaguaribe, temos uma das regiões que mais produz leite no Nordeste”. Segundo Elmano, com a Transnordestina, materiais como milho e soja de estados como Piauí, Bahia e Maranhão chegarão mais baratos para os produtoresSegundo o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), 670 km da ferrovia já estão prontos. São 2.600 homens trabalhando nas obras, mas com expectativa de mais trabalhadores até o final deste ano. “Vamos pelo menos dobrar a geração de emprego por aqui, é isso que precisa para que a obra avance mais rápido”.

No evento, estiveram presentes ministros de Lula, como o titular da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT); deputados federais, senadores, deputados estaduais, prefeitos, demais lideranças políticas, empresários do ramo da construção e trabalhadores das empresas ligadas às obras.

TRANSNORDESTINA

O trecho que vai ligar Eliseu Martins, no Piauí, até o Porto de Pecém, terá uma extensão de 1.206 quilômetros. A ferrovia será responsável pelo transporte de grãos, fertilizantes, cimento, combustíveis e minério. Boa parte da carga seguirá para o mercado externo, através, inclusive, do porto localizado no Centro Industrial Portuário do Pecém (CIPP).

Ainda neste trecho, a Transnordestina passa pelos interiores cearense e pernambucano. No Ceará, alcança municípios como Quixadá, Iguatu e Missão Velha. Em Salgueiro, no território pernambucano, a ferrovia se estende até o litoral do estado, em Suape. Um dos projetos prioritários do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a Transnordestina teve, no Governo Lula, o trecho Salgueiro-Suape reinserido. Ele havia sido retirado do contrato na gestão anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Conforme o Governo Federal, o avanço da obra na região deve gerar mais 1,3 mil postos de trabalho. Atualmente, são 3,8 mil empregos, entre diretos e indiretos, com mais de 90% de mão de obra local. Em 2025, o número pode saltar para 23.200 empregos. Em 2023, ainda segundo a União, foram investidos cerca de R$ 269 milhões nas obras, que hoje contam com uma evolução de 61% de avanço físico.

No Ceará, a ferrovia prevê atuar com três terminais de carga. Um deles, com foco em grãos, ficará na região localizada entre Iguatu e Quixadá. Os demais – um para combustíveis e outro para fertilizantes – ainda serão definidos pela Transnordestina Logística S/A (TLSA), empresa privada do Grupo CSN e responsável pela construção e operação da ferrovia.